terça-feira, 21 de novembro de 2017

momento bafão pré relato

Enquanto isso, nos bastidores,

Corre, pega a pipoca e vem prestar atenção no momento mais bafônico da história desse blog:

Não apareci aqui antes por não saber ainda como contar pra vocês a minha história. Como já expliquei em outros posts, esse blog deveria ser apenas uma rede de apoio momentâneo nas tentativas de engravidar e, logo após o positivo, seria deletado (pluft, pros ares). Mas a coisa foi degringolando, eu já estava mais apegada que recém nascido no tetê. Não consegui.

Então, se for pra ficar, que seja de forma transparente. Pega a lupa e vem ler um microscópico resumo da minha vida (que vai ser assunto para outros posts, prometo). #momentotensão

1-      Esse não foi o meu primeiro parto. Esse foi o meu VBAC – parto normal após cesariana.


2-      Eu tenho um filho que já longa uma década nesse planeta (!!!!!), fruto do meu primeiro namoro. Ele é meu rapaz lindo que sempre me acompanhou e cresceu junto comigo em cada etapa da minha vida. Hoje ele é o irmão mais velho mais incrível e protetor ever. Dona azeitona que o diga!


Vou dar uns dias pra vocês me perdoarem e assimilarem a notícia bomba.

Dia 24 às 7 da manhã o relato de parto estará aqui publicadíssimo (tá programado, juro). 

Bêjo pra vc q não tá julgando a coleguinha

terça-feira, 3 de outubro de 2017

tô voltando

“Enche a casa de flor
Que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor
Vai pegando uma cor
Que eu tô voltando”

6 meses e meio de uma bebê levada que já fala papai (ó céus), já come frutinha e já deixa mamain de cabelo em pé #glorioso

4 meses e uns quebrados de um silêncio absoluto nesse blog. Quase natal nas redjes sociais e eu aqui, perdida no tempo.

Um relato de parto pronto e esquecido, pegando mofo no fundim de um caderno na mesinha de cabeceira.

Uma falta de vergonha na cara.

Um bafão que eu preciso contar.

E aquela vontade ENORME de voltar.

Troco foto de bebê azeitona por perdão pelo sumiço.



Pode se preparar porque eu tô voltando ;)

quarta-feira, 31 de maio de 2017

aquela coisa chamada puerpério

“Eu voltei agora pra ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei
Eu voltei”

Voltei rapidamente enquanto Dona Azeitona está de boas tirando uma sonequinha na cadeira milagrosa que ela ganhou. Cá estou eu comendo uma gordura trans e digitando o mais rápido possível pra tentar tirar a poeira que se instalou por aqui...

Mentira, vim na base do desespero mesmo só porque lembrei que no mês de maio não houve nenhuma postagem.

Hoje fomos ao pediatra e adivinhem o que teve? Isso mesmo, um super chororô nível barraco de novela mexicana: 2 meses e meio, 60cm e 6kg de puro cosplay de Maria do Bairro. Vocês leram direito? DOIS MESES E MEIO nessa vida de meu deus...  Já estou cultivando a tristeza por esse tempo sacana estar passando rápido demais. Vê se pode, minha exterogestação já está em vias de acabar...

Agora vamos para o resumo dos últimos capítulos:

1-      Dona Azeitona é a rainha da pele sensível. Já viram minha pequena problemática com as fraldas descartáveis, né... Vira e mexe rola uma senhora assadura com pós graduação por aqui. Começamos a entrar na Era das fraldas de pano modernas e ecológicas. Que amor. Confesso que é mais fácil do que imaginei. Estamos intercalando entre a fralda de pano e as descartáveis. Pra dormir: pano (muito mais confortável), pra sair: descartável (pela praticidade – não vale julgar a coleguinha). Nos momentos em que ela costuma fazer mais cocô, por ser muito líquido ainda, rola a descartável. Vou fazer um super post sobre isso quando ficar craque no assunto;

2-      A amamentação segue firme e forte por aqui. Aproveitei pra doar leite. Estamos doando para o Instituto Fernandes Figueira e é super prático: tiro leite com a bombinha 1 vez ao dia pela manhã, que é quando meus peitos estão mais cheios, e vou congelando nos potinhos. Uma vez por semana eles recolhem o leite e trazem novos potes pra armazenagem. É muito gratificante saber que o alimento que eu produzo pra minha Azeitoninha alimenta também outras crianças que precisam (prematuros) =)

Uma breve pausa enquanto sambo de leve na cara da sociedade: as pessoas dizem que sou magrinha e meus peitos pequenos, não acreditam que minha filha só se alimenta do meu leite e ainda consigo doar. Tá vendo society, como não dá pra julgar o livro pela capa...

3-      Pensei muito sobre como continuar com o blog. É realmente complicado manter um ritmo de postagem com uma bebê que não sai do colinho. Agora que a pequena está dormindo um pouquinhozinho melhor, vou conseguir aparecer mais. Pensei em criar um instagram como complemento do blog... Quem aqui faz isso?


Prometo que atualizarei esse cantinho quinzenalmente! Ah, e o próximo post será sobre o relato de parto, e agora é sério =)


terça-feira, 25 de abril de 2017

mas que raios eu estou fazendo de errado?

Pois é blogosfera, já é quase natal na Leader Magazine e esse relato de parto ainda não saiu. 

Primeiramente, desculpem o melodrama dos últimos posts... Eu tava ó, sensível pra caramba! O maior mimimi do universo por conta de 1 semaninha de atraso. Vê se pode?! Meu babyblues foi antes do bebê pelo visto...

Segundamente, desculpem a demora. Biscoitinha dorme super pouco, e sempre no colinho da mamãe (ela está dormindo no sling nesse momento - vamos glorificar de pé);

Terceiramente, desc... O bebe acordou, já volto.

3 DIAS DEPOIS...
E assim se resume a minha vida.

Era pra eu vir aqui hoje com meu relato de parto prontinho, mas a coisa toda tá andando em marcha lenta. Cada vez que venho aqui escrevo um pouquinho... E o post já está mais retalhado que roupa de festa junina. Assim não dá.

Eu já não fazia ideia do que eu estava escrevendo. Sabe como é né, o relato de parto tem que ser um post digno de relato de parto. Tenho que dar um gás aqui. Ele vem antes que Dona Azeitona tire a carteira de motorista, prometo.

Por aqui estamos bem. Uns probleminhas de família relacionados a saúde, mas bem. Amamentação tá linda, vou escrever muito por aqui sobre isso. Estamos vivendo um puerpério cheio de aconchego e colinho.

Dona Azeitona é super fofa, aprendeu a rir, adora bater papo, está uma gorducha, com bochechas que mais precisam de um guindaste para serem levantadas (pessoal do snapchat tá de prova). E eu, como sempre, super humilde sóquenão (é que não dá pra falar da cria sem aquele brilho nos olhos, sabe)?!
tipo essa bochecha ai, só que maior
Ela só fica no meu colo. SÓ. O resto do povo tem espinhos nos braços. O carrinho também. Graças ao sling eu consigo fazer xixi (com ela junto, claro), meus banhos são cronometrados, e quase sempre com chorinho de bebê como trilha sonora. Unhas nunca mais. Tô o bagaço da laranja, mas tô maternando feliz, isso que importa. Eu AMO minha filha coladinha comigo. Por aqui rola cama compartilhada também. Dá pra perceber que essa menina é a rainha da exterogestação, néeeeam. Tô literalmente vivendo o quarto trimestre de gravidez.

Por sinal, tô sendo mega criticada por dar muito colo pra minha filha, dizem que estou estragando a criança. Desde quando excesso de atenção e carinho estraga alguém?! Pelo q eu saiba, só o contrário causa danos. E minha coluna vai bem, obrigada.

Sobre o sono, as madrugadas são ótimas, só acordamos pra mamar e voltamos a dormir. Durante o dia é um olho que não fecha. Cheguei a fazer, a pedido do pediatra - quem já viu o filme “Renascimento do Parto”?! Pois é, ele está lá, G.O. Maravilha também - o diário do sono e descobri que essa menina não dorme mais que 13 horas por dia, sendo em média, 11!!!! Isso contando as sonecas de passarinho de 20 minutinhos. O ideal para um RN são 16 a 18 horas diárias de sono. Ok, ela dorme pouco, mas e daí?!

E daí que rola o efeito vulcão. Vai chegando ao final do dia, lá pras 18h, e ela chora, chora, chora... Só quer a mamãe e o mama da mamãe, mesmo assim chora. Rola banho de ofurô, shantala, passeio de carro, paciência de Jó... Ela pára, mas em breve volta tudo de novo. Um ciclo sem fim.
ela
eu
 Eu leio e releio todos aqueles textos maravilhosos do pediatra espanhol Carlos González (pois é, depois da gravidez, trocamos o Michel Odent pelo González) e fico me perguntando:

Que merda eu estou fazendo de errado? Porque meu bebê chora?

E encontrei cavucando o amigo google esse site aqui (tá em inglês, e tempo pra traduzir prazamiga não tá rolando): http://purplecrying.info/what-is-the-period-of-purple-crying.php

Então tá, vamos de Purple time! A única coisa que nunca, nunquinha vou fazer, é deixar meu bebê chorando por algum espaço de tempo sem consolo ou sozinho.


Ps. Esse post foi escrito super rápido durante uma sonequinha de 50 minutos no sling. Oremos por alguma coerência em minhas palavras. 

sábado, 25 de março de 2017

o verbo no infinito


"E viver esse amor até morrer 
E ir conjugar o verbo no infinito..."

Dia 16/03 às 12:38 nasceu nossa amada biscoitinha, com 3.900kg e 51cm de pura gostosura, num lindo e intenso parto natural após 10 horas de trabalho de parto.

Deem as boas vindas a mais nova pisciana com ascendente em gêmeos e lua em escorpião (olha elaaaaa, a bff dos astros).


Por enquanto estamos aqui vivendo nossa exterogestação: muito colinho, amamentação por livre demanda, entre uma virada de noite e outra, umas fraldas que vazam (transição de tamanhos - RN pequena e XP ainda larguinha) e algumas golfadas.

Vou me atualizar das fofocas blogosféricas aos poucos. Volto em breve com o relato de parto =)

quinta-feira, 16 de março de 2017

quarta-feira, 15 de março de 2017

cada vez mais grávida

"E vou parir 
Sobre a cidade 
Quando a noite contrair 
E quando o sol dilatar 
Dar à luz"

Essa minha vida gravídica não está nada fácil. Semana passada uma gripe me pegou desprevenida, lá fiquei eu no chazinho de mel, limão e gengibre. Estou até agora com o nariz entupido e espirrando. Pra completar me bateu uma deprê que ninguém merece. É uma sensação de impotência terrível, de não poder fazer nada para contornar a situação.

Na madrugada de quinta pra sexta senti cólica. Bastante cólica. Seguidas de contrações de treinamento. É agora! Opa, não, não é agora, mas algo aconteceu. Comecei a sentir uma pressão giga lá nas partes baixas (êta maravilha). Só conseguia falar: minha perereca vai explodir, minha pereca vai explodir.

Sexta, com exatamente 40 semanas, lá fui eu pra mais um perfil biofísico fetal. Tudo glamouroso. Biscotinha já estava super lá embaixo (imaginei que a dor toda fosse ela encaixando). A médica foi fofa e me deu uma estimativa de peso e comprimento (3690kg e 53cm – achei esses centímetros todos meio desproporcionais, mas temos a margem de erro, então varia entre 51 e 53cm).

No fim de semana fui perdendo o tampão lentamente. Cada dia um pouco mais: horas branco, oras amarelado... Até que segunda o tampão saiu rosado, na terça com sangue e hoje vinho (era tanto que parecia uma água viva). Praticamente um arco-íris de tampão.

Como me preparei toda para receber a bebéia o mais rápido possível, fiz a depilação antes do carnaval, até pq ninguém imaginava essa gravidez eterna.

Essa terça tive consulta com G.O. Maravilha, que me examinou. Eu lá morrendo de vergonha toda aberta com os pelinhos nascendo tudo meio errado sabe. Visualizaram? Agora acrescentem meia dúzia de bolinhas vermelhas conhecidas como foliculite. É ou não é a visão do inferno?!

Passado esse vexame, tive minhas notícias: biscoitinha encaixou mesmo, toda linda; estou com 1cm de dilatação (toda a dor pra 1cm, ok tamojunto útero), colo 50% apagado (vale lembrar que ele já estava apagando quando eu perdi o tampão nas 34 semanas). Me senti progredindo a passos de formiga (e sem vontade).

Hoje tenho outro exame de perfil biofísico. Quinta tenho acupuntura com a minha querida enfermeira obstétrica.  

Está difícil pra caramba. Porém, cá estou eu respeitando o tempo do meu corpo e da minha filha. Nunca quis chegar nas 41 semanas (estou com 40+5), me frustrei muito por um trabalho de parto que ainda não aconteceu. Mas foi o que o universo trollador me proporcionou, cabe a mim escolher interromper ou dançar conforme a música. A decisão é muito pessoal. Maternidade é isso, ser flexível.

Além de ter que controlar minha ansiedade, tenho que me manter tranquila para as pessoas. Não, eu não estou tranquila, mas me mostrar nervosa só pioraria a situação. Tô toda trabalhada na falsidade. Se eu ganhasse 1 real para cada palpite que recebo, estaria divando maravilinda em Bora Bora.
Ela vai vir quando quiser, eu vou esperar até quando for possível. Eu não peço pra ela nascer, eu apenas digo que estou pronta pra recebê-la. Quando a gente segue um caminho ‘diferente’ do que as pessoas estão acostumadas (digo parto normal/natural), ou a gente tem culhões pra bancar nossas escolhas, ou a gente é levado pela maré. Hoje, entre um surto e outro, a única coisa que eu peço é força. E coragem. Torçam por nós =)