quarta-feira, 31 de maio de 2017

aquela coisa chamada puerpério

“Eu voltei agora pra ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei
Eu voltei”

Voltei rapidamente enquanto Dona Azeitona está de boas tirando uma sonequinha na cadeira milagrosa que ela ganhou. Cá estou eu comendo uma gordura trans e digitando o mais rápido possível pra tentar tirar a poeira que se instalou por aqui...

Mentira, vim na base do desespero mesmo só porque lembrei que no mês de maio não houve nenhuma postagem.

Hoje fomos ao pediatra e adivinhem o que teve? Isso mesmo, um super chororô nível barraco de novela mexicana: 2 meses e meio, 60cm e 6kg de puro cosplay de Maria do Bairro. Vocês leram direito? DOIS MESES E MEIO nessa vida de meu deus...  Já estou cultivando a tristeza por esse tempo sacana estar passando rápido demais. Vê se pode, minha exterogestação já está em vias de acabar...

Agora vamos para o resumo dos últimos capítulos:

1-      Dona Azeitona é a rainha da pele sensível. Já viram minha pequena problemática com as fraldas descartáveis, né... Vira e mexe rola uma senhora assadura com pós graduação por aqui. Começamos a entrar na Era das fraldas de pano modernas e ecológicas. Que amor. Confesso que é mais fácil do que imaginei. Estamos intercalando entre a fralda de pano e as descartáveis. Pra dormir: pano (muito mais confortável), pra sair: descartável (pela praticidade – não vale julgar a coleguinha). Nos momentos em que ela costuma fazer mais cocô, por ser muito líquido ainda, rola a descartável. Vou fazer um super post sobre isso quando ficar craque no assunto;

2-      A amamentação segue firme e forte por aqui. Aproveitei pra doar leite. Estamos doando para o Instituto Fernandes Figueira e é super prático: tiro leite com a bombinha 1 vez ao dia pela manhã, que é quando meus peitos estão mais cheios, e vou congelando nos potinhos. Uma vez por semana eles recolhem o leite e trazem novos potes pra armazenagem. É muito gratificante saber que o alimento que eu produzo pra minha Azeitoninha alimenta também outras crianças que precisam (prematuros) =)

Uma breve pausa enquanto sambo de leve na cara da sociedade: as pessoas dizem que sou magrinha e meus peitos pequenos, não acreditam que minha filha só se alimenta do meu leite e ainda consigo doar. Tá vendo society, como não dá pra julgar o livro pela capa...

3-      Pensei muito sobre como continuar com o blog. É realmente complicado manter um ritmo de postagem com uma bebê que não sai do colinho. Agora que a pequena está dormindo um pouquinhozinho melhor, vou conseguir aparecer mais. Pensei em criar um instagram como complemento do blog... Quem aqui faz isso?


Prometo que atualizarei esse cantinho quinzenalmente! Ah, e o próximo post será sobre o relato de parto, e agora é sério =)


terça-feira, 25 de abril de 2017

mas que raios eu estou fazendo de errado?

Pois é blogosfera, já é quase natal na Leader Magazine e esse relato de parto ainda não saiu. 

Primeiramente, desculpem o melodrama dos últimos posts... Eu tava ó, sensível pra caramba! O maior mimimi do universo por conta de 1 semaninha de atraso. Vê se pode?! Meu babyblues foi antes do bebê pelo visto...

Segundamente, desculpem a demora. Biscoitinha dorme super pouco, e sempre no colinho da mamãe (ela está dormindo no sling nesse momento - vamos glorificar de pé);

Terceiramente, desc... O bebe acordou, já volto.

3 DIAS DEPOIS...
E assim se resume a minha vida.

Era pra eu vir aqui hoje com meu relato de parto prontinho, mas a coisa toda tá andando em marcha lenta. Cada vez que venho aqui escrevo um pouquinho... E o post já está mais retalhado que roupa de festa junina. Assim não dá.

Eu já não fazia ideia do que eu estava escrevendo. Sabe como é né, o relato de parto tem que ser um post digno de relato de parto. Tenho que dar um gás aqui. Ele vem antes que Dona Azeitona tire a carteira de motorista, prometo.

Por aqui estamos bem. Uns probleminhas de família relacionados a saúde, mas bem. Amamentação tá linda, vou escrever muito por aqui sobre isso. Estamos vivendo um puerpério cheio de aconchego e colinho.

Dona Azeitona é super fofa, aprendeu a rir, adora bater papo, está uma gorducha, com bochechas que mais precisam de um guindaste para serem levantadas (pessoal do snapchat tá de prova). E eu, como sempre, super humilde sóquenão (é que não dá pra falar da cria sem aquele brilho nos olhos, sabe)?!
tipo essa bochecha ai, só que maior
Ela só fica no meu colo. SÓ. O resto do povo tem espinhos nos braços. O carrinho também. Graças ao sling eu consigo fazer xixi (com ela junto, claro), meus banhos são cronometrados, e quase sempre com chorinho de bebê como trilha sonora. Unhas nunca mais. Tô o bagaço da laranja, mas tô maternando feliz, isso que importa. Eu AMO minha filha coladinha comigo. Por aqui rola cama compartilhada também. Dá pra perceber que essa menina é a rainha da exterogestação, néeeeam. Tô literalmente vivendo o quarto trimestre de gravidez.

Por sinal, tô sendo mega criticada por dar muito colo pra minha filha, dizem que estou estragando a criança. Desde quando excesso de atenção e carinho estraga alguém?! Pelo q eu saiba, só o contrário causa danos. E minha coluna vai bem, obrigada.

Sobre o sono, as madrugadas são ótimas, só acordamos pra mamar e voltamos a dormir. Durante o dia é um olho que não fecha. Cheguei a fazer, a pedido do pediatra - preciso de um bom apelido pra ele... quem já viu o filme “Renascimento do Parto”?! Pois é, ele está lá, G.O. Maravilha também (quero ver quem adivinha)- o diário do sono e descobri que essa menina não dorme mais que 13 horas por dia, sendo em média, 11!!!! Isso contando as sonecas de passarinho de 20 minutinhos. O ideal para um RN são 16 a 18 horas diárias de sono. Ok, ela dorme pouco, mas e daí?!

E daí que rola o efeito vulcão. Vai chegando ao final do dia, lá pras 18h, e ela chora, chora, chora... Só quer a mamãe e o mama da mamãe, mesmo assim chora. Rola banho de ofurô, shantala, passeio de carro, paciência de Jó... Ela pára, mas em breve volta tudo de novo. Um ciclo sem fim.
ela
eu
 Eu leio e releio todos aqueles textos maravilhosos do pediatra espanhol Carlos González (pois é, depois da gravidez, trocamos o Michel Odent pelo González) e fico me perguntando:

Que merda eu estou fazendo de errado? Porque meu bebê chora?

E encontrei cavucando o amigo google esse site aqui (tá em inglês, e tempo pra traduzir prazamiga não tá rolando): http://purplecrying.info/what-is-the-period-of-purple-crying.php

Então tá, vamos de Purple time! A única coisa que nunca, nunquinha vou fazer, é deixar meu bebê chorando por algum espaço de tempo sem consolo ou sozinho.


Ps. Esse post foi escrito super rápido durante uma sonequinha de 50 minutos no sling. Oremos por alguma coerência em minhas palavras. 

sábado, 25 de março de 2017

o verbo no infinito


"E viver esse amor até morrer 
E ir conjugar o verbo no infinito..."

Dia 16/03 às 12:38 nasceu nossa amada biscoitinha, com 3.900kg e 51cm de pura gostosura, num lindo e intenso parto natural após 10 horas de trabalho de parto.

Deem as boas vindas a mais nova pisciana com ascendente em gêmeos e lua em escorpião (olha elaaaaa, a bff dos astros).


Por enquanto estamos aqui vivendo nossa exterogestação: muito colinho, amamentação por livre demanda, entre uma virada de noite e outra, umas fraldas que vazam (transição de tamanhos - RN pequena e XP ainda larguinha) e algumas golfadas.

Vou me atualizar das fofocas blogosféricas aos poucos. Volto em breve com o relato de parto =)

quinta-feira, 16 de março de 2017

quarta-feira, 15 de março de 2017

cada vez mais grávida

"E vou parir 
Sobre a cidade 
Quando a noite contrair 
E quando o sol dilatar 
Dar à luz"

Essa minha vida gravídica não está nada fácil. Semana passada uma gripe me pegou desprevenida, lá fiquei eu no chazinho de mel, limão e gengibre. Estou até agora com o nariz entupido e espirrando. Pra completar me bateu uma deprê que ninguém merece. É uma sensação de impotência terrível, de não poder fazer nada para contornar a situação.

Na madrugada de quinta pra sexta senti cólica. Bastante cólica. Seguidas de contrações de treinamento. É agora! Opa, não, não é agora, mas algo aconteceu. Comecei a sentir uma pressão giga lá nas partes baixas (êta maravilha). Só conseguia falar: minha perereca vai explodir, minha pereca vai explodir.

Sexta, com exatamente 40 semanas, lá fui eu pra mais um perfil biofísico fetal. Tudo glamouroso. Biscotinha já estava super lá embaixo (imaginei que a dor toda fosse ela encaixando). A médica foi fofa e me deu uma estimativa de peso e comprimento (3690kg e 53cm – achei esses centímetros todos meio desproporcionais, mas temos a margem de erro, então varia entre 51 e 53cm).

No fim de semana fui perdendo o tampão lentamente. Cada dia um pouco mais: horas branco, oras amarelado... Até que segunda o tampão saiu rosado, na terça com sangue e hoje vinho (era tanto que parecia uma água viva). Praticamente um arco-íris de tampão.

Como me preparei toda para receber a bebéia o mais rápido possível, fiz a depilação antes do carnaval, até pq ninguém imaginava essa gravidez eterna.

Essa terça tive consulta com G.O. Maravilha, que me examinou. Eu lá morrendo de vergonha toda aberta com os pelinhos nascendo tudo meio errado sabe. Visualizaram? Agora acrescentem meia dúzia de bolinhas vermelhas conhecidas como foliculite. É ou não é a visão do inferno?!

Passado esse vexame, tive minhas notícias: biscoitinha encaixou mesmo, toda linda; estou com 1cm de dilatação (toda a dor pra 1cm, ok tamojunto útero), colo 50% apagado (vale lembrar que ele já estava apagando quando eu perdi o tampão nas 34 semanas). Me senti progredindo a passos de formiga (e sem vontade).

Hoje tenho outro exame de perfil biofísico. Quinta tenho acupuntura com a minha querida enfermeira obstétrica.  

Está difícil pra caramba. Porém, cá estou eu respeitando o tempo do meu corpo e da minha filha. Nunca quis chegar nas 41 semanas (estou com 40+5), me frustrei muito por um trabalho de parto que ainda não aconteceu. Mas foi o que o universo trollador me proporcionou, cabe a mim escolher interromper ou dançar conforme a música. A decisão é muito pessoal. Maternidade é isso, ser flexível.

Além de ter que controlar minha ansiedade, tenho que me manter tranquila para as pessoas. Não, eu não estou tranquila, mas me mostrar nervosa só pioraria a situação. Tô toda trabalhada na falsidade. Se eu ganhasse 1 real para cada palpite que recebo, estaria divando maravilinda em Bora Bora.
Ela vai vir quando quiser, eu vou esperar até quando for possível. Eu não peço pra ela nascer, eu apenas digo que estou pronta pra recebê-la. Quando a gente segue um caminho ‘diferente’ do que as pessoas estão acostumadas (digo parto normal/natural), ou a gente tem culhões pra bancar nossas escolhas, ou a gente é levado pela maré. Hoje, entre um surto e outro, a única coisa que eu peço é força. E coragem. Torçam por nós =)

terça-feira, 7 de março de 2017

a lua me traiu

Acreditei que era pra valeeeeer...

É gente, teve mudança de lua, teve muita conexão, teve traição. Biscoitinha está me ensinando o verdadeiro significado de paciência.


Sabe quando a gente realmente tem esperança de algo e esse algo não acontece? Era eu domingo. O dia foi passando, nada foi acontecendo... Estava recebendo algumas mensagens de pessoas próximas: e ai, já nasceu?! Fui ficando frustrada, triste... A lua veio, a bebê não.

Não existe ninguém no mundo tão ansiosa pra conhecer essa pessoinha quanto eu (e o marido, claro)! Estamos hoje com 39+4 e tive consulta com a médica, que agora passaram a ser semanais. Até 41 semanas vamos esperar normalmente pelo tempo da bebéia. A partir daí vamos começar a conversar sobre o que fazer. Além disso, faremos também semanalmente o Perfil Biofísico Fetal. O único triste desse exame é que não consigo ver minha bebezinha, mas é o exame mais completo pra saber como ela está dentro do forninho.

O mais difícil disso tudo são os outros. Está sendo muito, muito complicado. Hoje mesmo recebi uma mensagem: e ai, já marcou a cesárea?

Eu não quero ser grosseira, mas é chato pra mim também. Uma coisa é uma pessoa que super te quer bem dizer que está ansiosa, outra coisa é uma amiga ligar e dizer que isso é coisa de índio, que eu estou esperando à toa, que vou acabar em uma cesárea mesmo, que estou ficando bitolada... Eu só queria esperar o tempo do meu bebê, só isso. Sei que ela vai dar sinais. 

A vontade é de mandar isso:


Agora vamos parar com o melodrama nesse post desabafo e vamos assuntar sobre o que interessa.

Por causa do tampão, a expectativa dela nascer um pouco antes do tempo (e consequentemente menorzinha) era grande. Acabei escolhendo roupinhas menores pra maternidade (até 3,5kg). E o medo danado de ficar tudo meio pequeno? E agora blogosfera?

Afinal, o que tem na mala do neném?

Dividi cada troca de roupa em um saquinho fofo próprio. Optei pelos de plástico em vez do tule. Estou levando:

- 4 mudas completas mega fofas pra visita ver que Biscoitinha está por dentro da moda. Em cada um dos saquinhos temos: fralda RN, macacão, body, luvinha, meia, cueiro, manta e lógico, laço.

- 2 saquinhos com roupas mais confortáveis, com: fralda RN, macacão, body, meia e swaddle (tipo um cueiro que comprei lá fora que amarra o bebe feito um charutinho). Pretendo usar a noite, pra dormir.
swaddle
- 6 panos de boca; 2 fraldas de ombro; uma toalha fralda; pacote de fralda RN fechado.

E na mala da mamãe?

- 3 camisolas de amamentação (uma toda trabalhada no glamour e outras duas mais confortáveis), 2 sutiãs de amamentação; fralda Plenitud pro pós parto; 2 calcinhas de cós alto que dão uma firmeza na barriguinha; calcinhas normais; absorventes noturnos e itens de higiene + make (pq né...). Estou levando também um par de conchas de amamentação esterilizadas (mas a intenção é não usar).

- 3 mudas de roupa do marido.

- Para o trabalho de parto estou levando um top extra, mel, chocolate, água e meia.

Fora isso temos as lembrancinhas e o enfeite da porta de maternidade. 

Lógico que achei tudo meio exagerado, mas, como dizem por ai, melhor pecar pelo excesso.

Por enquanto sigo aqui trabalhando a minha paciência e selecionando as músicas pro parto no Spotify. Aceito sugestões =)

Volto correndo assim que tiver sinais...


sexta-feira, 3 de março de 2017

aos trancos e barrancos


E o Oscar de Falsiane do ano vai para mim, claro, que prometi assuntar o carnaval todim e nem vim aqui dar sinal de vida! Sem perdão, eu sei!

Biscoitinha pelo visto é trolladora nível hard. Quis nascer antes, não rolou, agora não quer mais sair do bem bom não... O mais chato disso tudo é driblar as pessoas! Eu estava de repouso pra evitar um parto prematuro e agora tô aqui com 39 semanas... Esse tampão deve ter se regenerado a base de concreto, só pode!

Dia 05/03, as 8h33m a lua muda (sim gente, lua muda de manhã também) e é justamente a lua da minha concepção e a melhor pro parto: a Lua Crescente! Tô levando uns papos aqui com a inquilina pra ver se ela decide cooperar com nossa amiga lua! Vai que, né... Tô zero afim de recorrer a uma ordem de despejo, daqui a pouco a inquilina tá pior que Seu Madruga! 


Vou botar aqui um link pra quem se interessar na influência da lua no parto: https://www.trocandofraldas.com.br/mudanca-de-lua-e-sua-influencia-para-o-parto/

Mas afinal, o que teve essa semana? 

Teve carnagrávida. Causei no bloquim fantasiada de Beyoncé Tabajara, fingi estar ali na maior disposição, mas só fingi mesmo, pq tô aqui mais carniça do que carne... Aproveitei também pra curtir uma piscininha (que ajuda a aliviar o peso da barriga, viu), fiz até mercado!

Blogosfera, vocês não tem noção da felicidade que reinou em mim quando entrei no mercado... Não ia desde janeiro!!! Era tudo feito pelo marido por conta do repouso... Olha eu valorizando as coisas simples da vida. Óbvio que minha disposição acabou nos primeiros 20 minutos. A parte engraçada é que até a moça do caixa reparou o quanto meu bebê mexia: nossa, mexe demais, aposto que é menino.

E ai eu aprendi que pelo visto, além da cor azul, ser agitado também é coisa de pinto. Ah, nós mulheres, sempre tão doces e delicadas, sóquenão.

Ontem tive consulta com a fofa da enfermeira obstetra, que faz parte da equipe do meu parto! Foi a primeira consulta em que fui sozinha, sem o marido, e isso foi ótimo... Falamos sobre o parto, períneo, sexualidade... Tirei duvidas! Já hoje fiz o exame de perfil biofísico fetal com ultra e cardiotocografia. Tudo ótimo: liquido amniótico ok, placenta grau 2, bebéia na mesma posição de sempre (cefálica com dorso à direita) e ainda não está encaixada. Saí do exame com a sensação de que essa gravidez ainda vai se prolongar... Oh God, será que terei forças?

A parte boa disso tudo é que Biscoitinha já é considerada um bebê ‘a termo’ (ou full term). Um bebê está pronto pra vir ao mundo a partir de 37 semanas (quando não é mais considerado prematuro) até a semana 42+6. Cada um com o desenvolvimento no seu ritmo. Uns estão prontos antes, outros demoram mais um pouco... Por isso é tão importante não agendar um parto antes das 39 semanas quando a gravidez é saudável. Fiz aqui um esqueminha meia boca pra explicar melhor.


Agora vamos parar de fofoquinha e vamos falar de coisa de moça empoderada:

As fases da gravidez

Trago aqui umas imagens das modificações que acontecem no corpo feminino durante a gestação (peguei no http://www.childbirthconnection.org/healthy-pregnancy/your-body-throughout-pregnancy.html) e relatos do que eu vivi nessas 3 fases mágicas.


Primeiro trimestre - a semente:  traz com ela a alegria do positivo; os enjoos; o sono; as cólicas; o desespero de parecer um zumbi se arrastando pela rua; a fadiga; os hormônios da bipolaridade; o medo de algo não dar certo. Essa fase é muito 8 ou 80: viver a alegria da descoberta e junto com ela os sintomas pra lá de trolladores. 


Segundo trimestre - o caule: a fase vip, MA- RA-VI-LHO-SA; a barriga aparece; o bebê mexe; a gente fica linda; os hormônios dão aquela estabilizada; a gente está com a maior disposição do mundo; vem o enxoval; as pessoas participam mais acompanhando o crescimento da barriga; a gente se empodera mais e mais sobre parto + puerpério + amamentação (sem ter medinho pq a gente sabe que ainda falta pro bebê chegar, e medo ainda é um problema pra nós do futuro resolvermos). Não da pra reclamar dessa fase... 

Terceiro trimestere - a flor: êta fase difícil ein... tudo dói, TUDO: costela, costas, virilha, fisgadas na bexiga e na barriga; nosso amado xixi está ai amigo pra todas as horas (e as vezes parece meio descontrolado); cansaço; inchaço; falta de posição até pra dormir; as pessoas se metendo num nível estratosférico... Mesmo com tudo isso, eu amo essa fase! A barriga tá gigantona, o bebe está quase chegando e interage sempre, reconhece voz... É bom, a expectativa é gostosa.

E começa junto com ela o medinho pro parto. Gente, medo é normal, anormal é não ter medo. É aquele medo com plus de friozinho na barriga. Será que vai dar certo? É o medo de uma dor que vale a pena ser sentida! Uma dor do bem... Uma dor que tem mestrado e doutorado, sabe o porquê e o para que! Temos duas opções: nos aliar a dor ou fazer dela uma inimiga. A primeira opção parece ser menos pior, não é mesmo? Então a gente vai, e se der medo, a gente vai com medo mesmo (olha eu toda trabalhada em frase clichê). É por uma boa causa =]

Assuntei pra caramba hoje... Um super beijo pra quem conseguiu chegar até aqui! Seguimos com o combinado, venho pra avisar: trabalho de parto. Foca na lua gente, foca na lua =D


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

na corda bamba de sombrinha

Bom dia (quase noite) gente linda e maravilhosa,

Hoje tô empolgada, e sabem porque neeeeam?! 1- Teve o super (e maravilhoso) positivo da nossa amiga Barriga Positiva; 2- conseguimos chegar nas 38 semanas; 3- não mais repouso por essas bandas. NÃO-MAIS-REPOUSO.

Estamos em clima de carnaval e eu aqui, livrinha... Vai ter praia, vai ter cinema, vai ter bloquinho com direito a fantasia causadora.
clima de carnaval
Beyoncé me proporcionou essa oportunidade deusa de me fantasiar dela mesma. Veja bem, quando o universo te dá uma chance dessas e te coloca grávida junto com Beyoncé, que decide ter um surto de cafonice, não dá pra recusar. Marido vai se fantasiar de arbusto florido que faz parte da decoração da foto. Maravilhoso. Bejo Bey, valeu pela dica.
fantasia causadora
Marido quer me levar naquele bloquinho infantil, que só vai criança até 2 anos lá do play... Visualizem a cena, só que não. Claaaaro que vou num bloquinho tranquilo, daqueles bem pertinho de casa, que a gente pode subir pra fazer xixi... pq xixi, né minha gente, xixi é xixi!

Se sair alguma outra notícia de grávida parindo em bloco, altas chances de ser eu...
Hoje teve consulta. Está tudo lindo. Pedi pra G.O. maravilha fazer o tão esperado toque... Ela não fez não, desiludiu meu coração, arrancou minhas esperanças de ter algum controle sobre a situação. Como a gente já sabe, a esperança dança na corda bamba de sombrinha, e a minha desequilibrou feio.


Parto normal é isso: espera, falta de controle, entrega.  Se joga e vê onde isso vai dar. Olha só, essa criança nem nasceu e já está me controlando, vê se pode?!

Essa semana terminei o que estava faltando (galera do snap viu): quartinho, malas de maternidade, lembrancinhas ‘eu que fiz’ (vai ter post sobre isso tudo). Agora tô mais tranquila, vou assuntar com vocês o carnaval inteiro...


Então é isso gente, nada posso informar pq nada sei! Qualquer hora é hora, qualquer dia é dia... Que ela venha quando quiser, meus braços estarão sempre abertos e meu coração sempre cheio de luz.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

eu vi a mulher preparando outra pessoa...

... O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga


E vitória! Chegamos hoje nas 36 semanas =)

Durante a semana 35 tivemos consulta e ultra.

Biscoitinha tá grande grande... 49 cm e 2960 kg de pura bochecha! Agora o crescimento fetal é um pouco mais lento, o tamanho no nascimento depende de quanto tempo a mais ela ficar no forninho. Placenta continua grau 1, líquido amniótico normal. Preparem para o aumento do fofurometro...


Na consulta, GO maravilha me examinou pra colher o exame de Estrepto B (que deu negativo). Perguntei pra ela na hora se teria como ver se eu estava com dilatação. A resposta foi boa: nadica dilatada ebaaa! Porém meu colo já está curto/ raso/ apagado... E provavelmente por isso que perdi o tampão (G.O. disse que ainda tem mais tampão pra sair). Bebéia está apoiada com a cabecinha no colo do útero, mas não está totalmente encaixada. Estou de repouso até completar 37 semanas. Estamos naquela contagem: cada dia com bebê na barriga é uma vitória! Peguei essa foto aqui da internet pra explicar melhor o que eu estou falando.
Biscoitinha continua espoletando bastante por aqui... Gravei um videozinho pra vocês, visualizem o nível de agitação desse pequeno ser:

  video

Mês passado, com 32 semanas, fizemos o ensaio de gestante aqui no Rio de Janeiro. Procuramos um fotógrafo que fizesse também Newborn (ela vem em casa caso o cliente deseje). Amamos o resultado (quem for daqui e quiser eu indico por email, ela é ótima).  Como a coisa aqui é anônima, não dá pra postar, mas troquei a foto do perfil do blog para uma do ensaio em que só aparece minha silhueta no nascer do sol. Madrugamos mas compensou =)

Volto semana que vem com notícias... Caso senhorita biscoito decida dar o ar da graça antes, venho nem que seja pra dizer: trabalho de parto!

bêjo

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

escolhendo o carrinho de bebê

Saga, dilema... Nem sei que nome dar, algum deve servir! Então sentaê que lá vem textão...


Escolher carrinho de bebe não é para fracos. Descobri a existência de um tal Vale das opções. Gente sério, é um vale, tem muita coisa nova, moderna, linda, diferente e claro, cara. Tem carrinho que só falta arrumar a casa pra você, é praticamente um desfile de moda, mas vamos por partes...

Antes de começar minha vasta pesquisa por esse vale, tinha certeza que o carrinho seria o tal do Quinny Moodd lindo e maravilhoso que eu vejo todo mundo divando no shopping. Todo mundo que está ryco né, pq eu não tô não. É lindo e todo trabalhado no glamour, mas é caro, bem caro (algo em torno de 4 mil reais aqui e 700 dólares lá fora pela Amazon). Desistimos porque:
1-      Estava acima do nosso orçamento;
2-      Comprando lá fora ultrapassaria muito a cota de $500 por pessoa e pagaríamos caro em taxas (ou multa);
3-      O Moisés (que eu fazia questão) era uma outra base para acoplar no carrinho.  

Voltamos à estaca zero. Mergulhei no vale das opções. Nunca imaginei que seria tão difícil escolher um carrinho de bebê.

A primeira coisa a se pensar pra quem vai viajar é:

Comprar o carrinho nos Estados Unidos ou aqui no Brasil?
O carrinho é mais barato lá fora? Sem sombra de dúvidas, mas, as vantagens de comprar aqui no Brasil não são tão menores assim quanto se imagina: primeiro que a gente tem a opção de parcelar, coisa que não acontece comprando lá fora; segundo que não temos problema com bagagem e terceiro e principal deles é que um carrinho chama sim atenção na alfândega, e as chances de sermos parados são maiores. Declarando o carrinho o valor não difere tanto do preço aqui no Brasil, pagando multa então, piorou!

Decidimos escolher o tipo e modelo de carrinho pra depois pensar nas alternativas. Pesquisamos bastante, vimos vídeos e resenhas pra decidir qual que combinaria mais com nosso estilo de vida.
A questão principal é: o que você gostaria de priorizar? Conforto ou praticidade? Ouvi isso de uma mamãe e foi pra mim um ponto importante.

Carrinhos super confortáveis pro bebê costumam ser mais desconfortáveis pros papais pois são maiores e mais difíceis de locomover, ao contrario de carrinhos mais práticos, que além de mais compactos, aguentam trancos e barrancos.

Optamos pelo conforto do bebê, já que a mala do nosso carro é grande (outro ponto importante a ser analisado) e sempre faríamos passeios nas casas dos avós onde dormir não seria mais um problema. Fora que não somos um casal tão ativo assim, a gente faz um passeiozinho no calçadão nos finais de semana, mas não passa muito disso.

Ok, já estávamos em um caminho: um carrinho dinâmico, que se transformasse em Moisés e que, de preferência, fosse tudo na mesma base pra evitar ficar levando muita coisa no carro.

Aqui no Brasil vimos umas marcas que atendiam bem o que buscávamos:
Safety 1st Mobi, Infanti Epic Lite, Kiddo (Compass, Eclipse…) e Chicco Urban. Conhecemos e mexemos em todos esses. Dos quatro, apenas o Chicco Urban encontramos vendendo pela Amazon lá fora. Era também o maior e mais caro deles aqui, mas o preço comparando com os Estados Unidos era discrepante (mais de 3 mil reais aqui e 399 dolares lá, praticamente a metade do preço).
Lá fora tinham outras marcas (lindas) que atendiam bem, mas não vendiam aqui no Brasil, como o Evenflo Pivot >>>

Nossa, eu estava apaixonada por ele, mas estaríamos comprando no escuro, sem testar, tocar, ver... Queria um carrinho que eu já conhecesse, tivesse tido algum contato e que vendesse por aqui, caso precisássemos de alguma assistência técnica.



E foi assim que batemos o martelo. Vai ser o... 

Chicco Urban



 




Depois de praticamente postar um book do carrinho aqui, vamos ao que interessa: ele é grande (mais do que imaginávamos), o design é moderno e parece ser beeeem confortável.  Fácil de manejar e de trocar as posições. A parte legal dele também é que possui ´color pack´, que é um kit vendido separadamente onde podemos trocar as cores internas do carrinho. O carrinho veio na cor cinza e compramos por fora a cor Magia, tipo um magenta meio roxo (quem aqui já brincou de pintar no nosso antigo amigo Paint na cor magenta?).



Só abrimos a caixa e montamos o carrinho aqui no brasil e foi super simples.

Compramos pela Amazon, entregaram direitinho e dentro do prazo. Foi a melhor escolha, já que nas lojas pagaríamos também as taxas e os preços costumam ser mais caros. O bebê conforto nós deixamos pra comprar aqui, já que era uma bagagem a mais e o preço fazendo a conversão era quase o mesmo.

Estamos super satisfeitos com a nossa escolha. Depois de usar bastante volto aqui pra fazer uma resenha do dia a dia com ele.

Ah, volto ainda essa semana pra contar da ultra, da consulta e do ensaio de gestante =)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

cadê o tampão?

Era para esse próximo post ser tooodo sobre o enxoval, mas, como o universo é muito trollador, tive que adiar esse assunto pra trazer novidades cabulosas. 
Pra minha surpresa, nessa segunda feira, em uma ida despretensiosa ao banheiro (coisa que mais tenho feito na vida, haja xixi), saiu algo gosmento e grosso, super estranho. Oh God, o que será?

Tirei uma foto (que está logo ali embaixo - desculpem a nojeira), comparei com várias outras que vi no amigo Google. Era sim o que eu tanto temia: perdi meu tampão mucoso.

Mandei mensagem para a G.O., que pediu a foto e afirmou ser sim o tampão. Tensão no ar. Perda de tampão com 34 semanas, não pode ser um bom sinal.

Afinal, o que é tampão mucoso?
Tampão mucoso, ou Rolha de Schroeder, nada mais é do que um muco bem espesso (tipo um catarro grosso, geleca) que fecha e protege a entrada do colo do útero de infecções. Pode ser amarelado (meu caso) ou ter vestígios de sangue, podendo até chegar a coloração marrom.

O tampão costuma sair quando o corpo começa a se preparar para o trabalho de parto. Podem demorar semanas até que o TP comece ou apenas algumas horas. Tem vezes que ele sai de pouquinho em pouquinho e a gestante acaba nem percebendo.

Neurose se instaurou. G.O. pediu repouso, repouso meeeesmo. Visualizem a cena: eu, que sou ligada no 220v, tendo que ficar quietinha em casa? Isso não é de Deus.

Contamos para algumas poucas pessoas sobre meu fatídico estado. Claaaaro que ninguém levou fé sobre o fato da bebéia permanecer em meu útero até o carnaval. Quanto mais as pessoas falam isso, mais me dá vontade de conseguir manter essa gravidez até março. Sabe quando você sente que vai dar tudo certo e não liga para o que os outros falam? Sou eu agora.
Fui atrás de fóruns, tanto brasileiros quanto do mundo afora. Tampão mucoso recebe o nome de Mucus Plug em inglês. Li por lá que o tampão em alguns casos pode vir a se regenerar, principalmente se anteceder bastante a DPP. Olha só que notícia boa?!

Amanhã tenho consulta com a enfermeira obstetra que vai acompanhar meu parto (inclusive no dia do nascimento ela vem em casa acompanhar as contrações e dizer o momento certinho de ir para o hospital). Semana que vem tenho a última ultra e outra consulta com a G.O. maravilha. Vou conversar direitinho sobre o tema com ela e volto pra manter vocês informadas. Antes disso vai ter post de enxoval, vou começar falando sobre a escolha do carrinho, ou melhor, o dilema do carrinho.

beeejo

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

viajando grávida aos 7 meses

Antes de mais nada, uma pausa para foto... Estávamos assim na viagem:


31 semanas, barrigón crescido e aparecido, umbigo 3D super tendência dando o que falar, linha nigra torta, nova moda entre as grávidas.

Hoje estamos um pouco maior, com 34 semanas e uma biscoitinha mega espoleta que mais parece um óvni na minha barriga. Atualizarei as fotos no próximo post =)

Agora vamos ao que interessa... Hoje é dia de post diqueiro pra quem pensa em viajar com um bebê na barriga. Eu mesma antes de ir li 83479248 blogs sobre o assunto e peguei boas dicas pra evitar perrengue.

Fomos pra terra do tio Sam, NYC especificamente. Marcamos a viagem em junho, mês que engravidei, mas só descobrimos o que estava rolando no meu útero no mês seguinte. De cara encaramos um problema: estaria com 7 meses na viagem. G.O. maravilha disse que, se decorresse tudo bem ao longo da gravidez e não apresentasse nenhum risco, a viagem estaria mais certa que gabarito de prova. E foi o que aconteceu. Fiz uma bateria de exames dias antes de embarcar. Na ida eu estava com 29 semanas e 4 dias e na volta com 31 semanas e 5 dias.

O que mais uma mulher escuta é palpite, né não?! Ouvi miséria antes de pisar no avião: vocês são loucos, a bebê vai nascer lá, vai antecipar o parto, você não vai aguentar, sua gestação já é avançada... Mas a gente foi mesmo assim. Eu estava bem, a bebe estava bem, a médica liberou. Não existia motivo pra não ir.

A viagem foi ÓTIMA! E eu sambei na cara dos palpiteiros com fotos empinando o barrigão.
No geral em nossas viagens, estamos acostumados a fazer batidão, acordar cedo, passar o dia todo andando e só voltar pra dormir. Lógico que nessa viagem foi diferente. Como tínhamos tempo na cidade, optamos por fazer as coisas mais ´lentamente´ e deixamos pra fazer compras nos dias de chuva (foram 3 dias chuvosos na cidade).

Marido já conhecia a Big Apple, eu não, e amei! Teve neve, teve xixi o tempo todo, teve barriga terremoto de magnitude 9 na escala Richter, traduzindo: bebe mexendo muito e reinando no frio e, claro, teve enxoval.

Foram 14 maravilhosos dias longe do calor e da zika! Gente, sério, 14 DIAS SEM PASSAR REPELENTE, 14 dias sem ficar com a pele colando, 14 dias sem me preocupar com mosquito. Não tem preço.

Grávidas não são prioridade nos Estados Unidos. Nenhuma regalia, nenhumazinha de nada mesmo. Enfrentei todas as filas existentes no universo, inclusive na própria imigração. O engraçado é que pessoas com animais de estimação têm prioridade, mas grávidas ou pessoas com crianças de colo não. Passou uma moça com seu cachorrinho na fila prioritária enquanto eu e a mulher atrás de mim que estava com uma bebéia fofa chorando mt ficamos lá no perrengue... Esse mundo está muito ao contrário.

Conheci todos os banheiros da cidade. Fazia xixi O TEMPO TODO (quer dizer, continuo fazendo néammm). E estava com 300 camadas de roupa, parecia uma cebola. Tinha que tirar tudo, fazer xixi, botar tudo de novo... Acho que essa foi a parte chata da viagem. E junto com o xixi, enfrentei todas as filas tamanho GG de banheiro, inclusive na Broadway. Mulher é um bicho que vaza, né não?! Pra evitar maiores problemas, passei a ir ao banheiro antes de estar apertada.


O hotel
  1.  Pegamos um hotel com cozinha, o que foi maravilhoso, já que chegava cansada e comia no quarto, sem precisar sair. Um grande facilitador.
  2.      Na maioria dos dias tomávamos café no quarto e saiamos em seguida, não muito cedo. Voltávamos umas 18h, quando já estava escuro e ficávamos, jantávamos no quarto. Quando eu estava mais bem disposta, até rolava jantar fora, mas foram poucas vezes;
  3.     Optamos por um hotel bem localizado (bem próximo a Times Square) que fosse de fácil locomoção pro restante da cidade. Caminhávamos ou pegávamos metrô (que funciona muito bem por sinal, conectando a ilha toda) e na volta, como eu já estava cansada, voltávamos de uber ou taxi (fora do horário do rush os preços são super acessíveis e vale muito a pena... Já no transito intenso, o valor da corrida pode até dobrar – ah, taxistas recebem gorjeta). O único problema é que a maioria das estações do metro só é acessada através de escada, muita escada, escada pra sempre. Botei as pernas pra trabalhar minha gente.

O voo
Como relatei nesse post aqui, resgatamos o voo por milhas antes de estar grávida (na esperança de que estivesse na época da viagem). A surpresa foi que eu não estaria com uma barriguinha de no máximo segundo tri, mas sim um barrigón de 7 meses. Fizemos um upgrade pra linha Comfort+, que tem maior espaço entre as pernas e reclina um pouco mais. Não chega a ser uma executiva maravilha, mas ajuda muito em relação a econômica normal pra quem já está com uma barriguinha considerável e uma bexiga solta. Se foi tranquilo? Não, mesmo na Comfort+ foi desconfortável. Tive dor na coluna, inchei mesmo usando meia Kendall de média compressão, levantei pra ir ao banheiro umas 7 vezes... Foi chatinho, porém suportável. Repetiria a dose pq viajar é muito bom (ainda mais fugindo do calor). Mais uma vez, em voo de cias aéreas internacionais, gravidinhas também não são prioridade (diferente dos nacionais, fizemos escala no Brasil e o atendimento foi outro. Vamos aplaudir de pé).

A saga pelo seguro viagem
Li e reli 48294 blogs atrás de uma informação sobre seguro viagem para grávidas. Olha eu toda iludida achando que o seguro viagem de sempre tava bom. Nada disso, tem que ser um seguro especifico. Os seguros comuns dizem: ’claro que a gente cobre gestante’, mas no contrato nunca tem escrito nada a respeito e já li situações de gravidinhas em que não cobriu intercorrências relacionadas à gestação. Por via das duvidas, optamos por fazer um seguro especifico em que tudo estivesse detalhado. O problema maior foi: a grande maioria deles (que não são tão simples de achar assim) só cobrem até a 28ª semana de gestação. Olha eu lá indo com 29 e meia e voltando com quase 32. Socorro.

Após muito pesquisar, conseguimos um seguro que cobrisse até a 32 ª semana para gestantes de até 40 anos. Fechamos na esperança de não precisar usar. Taí uma das coisas na vida que a gente investe rezando pra não precisar do serviço. Grazadeus deu tudo certo e nem chegamos a tirar a papelada da pastinha.

Prós e contras de viajar de barrigão
Não poderia terminar esse post sem falar disso né.
Acho que os contra são: menos disposição, muito xixi e maior desconforto no voo.

Os prós foram: desfilar de barrigão e tirar altas fotos (auge da felicidade) e, no meu caso, fugir do calor absurdo do Hell de Janeiro para o frio (a maioria dos dias pegamos em torno de 7 graus a tarde, porém, em alguns poucos, rolou temperatura negativa que atrapalhou de leve).

Como passei muito mal no inicio da gravidez, não viajaria no primeiro tri, na realidade, não viajaria antes do 5º mês, que foi quando comecei a melhorar. O segundo tri (principalmente entre o mês 5 e 6) é realmente o ideal, bem tranquilo, ainda estamos com boa disposição, ainda não tem xixi toda hora e já existe uma barriguinha. O terceiro, embora mais cansativo, tem a fase barriga exibicionista, o que torna a viagem bem interessante.

Semana que vem vou fazer um super post sobre o enxoval. Por sinal, tenho que atualizar os milhares de assuntos antes que Dona Biscoito decida dar o ar da graça. Bêjo derretido de calor pra vocês.