Hello
galera animada,
Hoje eu
ia fazer um mega post sobre fralda, chá e afins... Tudo que deixa qualquer
gestante meio confusa ou perdida. Achei melhor falar sobre isso no pós chá, que
ai eu já conto sobre os erros e acertos, sobre o que pedi/ o que ganhei, o que
rolou, o que valeu...
Enquanto
o chá não vem, vamos assuntar...
De uns
tempos pra cá, os movimentos da biscoitinha estão bem mais nítidos, fortes e
tem até horário, principalmente após a semana 20. Outro dia ela deu uma festa rave no meu útero bem de
madrugada. Foi batidão pesado até o sol raiar.
Reparei que quando eu
estou relaxada, deitada na cama ou sentada trabalhando ela mexe muito. Sabe aquele trabalho em
que você tem que pensar, mas quando já está tudo definido é mais ‘mão na massa’
do que qualquer outra coisa? Ai você vai fazendo e sua mente vai viajando, tentando
lembrar qual era aquela comida que você tanto gostava na infância mas não lembra
de jeito nenhum, ou qual é o nome daquele filme que acontece não sei o que... Pois
é, de vez em quando dá pra viajar legal fazendo o que eu faço! As vezes rola
até post mental pro blog (Deus está de prova sobre quantos posts eu já perdi
por ter uma mente esquecedora).
Pois é,
é ali que biscoitinha decide dar o ar da graça. Um ser humaninho levemente
possessivo: ‘ei, não viaja não, pensa em mim, EM MIM’. Ela pode, néammmm?!
Agora, quando
minha vida tem aquele ‘QUÊ’ de adrenalina, ai biscoitinha some, faz a estátua! Quando
eu tô resolvendo pepino ou dirigindo: estátua. Dizem que o bebê dorme com o
movimento do carro, mas acho que no meu caso, como eu não sou muito boa de roda
e minha mente foca no: ‘não posso bater, não posso atropelar ninguém’, acho que
é mais pela tensão e medo mesmo. Tadinha da bichinha...

Por falar em adrenalina, essa semana
aconteceu uma que valeu por uns meses. Sabe quando vc acorda e está sozinha em
casa, ai você se depara com uma inundação na sua cozinha (sério gente, dava pra
fazer nado sincronizado ali) e se desespera levemente?! Pois é, essa era eu! Primeiro
fui tentar resolver o problema, que era no filtro, afinal, focar no meio
ambiente né... Depois fui tentar escoar esse mar que já irradiava pra
minha sala... Era eu, o senhor rodo, e uns amiguim panos de chão. Enquanto eu estava lá descascando aquele abacaxi, aparece minha gata toda serelepe me
chamando: olha o que eu fiz, olha o que eu fiz... Fui lá ver o que a bichana
queria (cas meia tudo molhada, patinhando a casa toda, coisa básica)!
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| eu na cozinha |
AI MEU
DEUS TEM UM DINOSSAURO NO MEU BANHEIRO. Esse foi #ÓBVIO o pensamento do
momento.
Mandei uma
mensagem pro marido dizendo ‘socorroooo’ e seguida da foto de um passarinho (sim
gente, um fofo de um passarinho) no tapete do banheiro, deitadinho. Óbvio que
por trollação do universo, a foto só foi recebida meia hora depois das minhas
palavras bastante calmas, e, até lá, Marido já havia enfartado a caminho do
trabalho.
Na hora
me veio a lembrança de todas as pessoas do mundo falando: cuidado com a
toxoplasmose, olha lá ein... E das minhas respostas: nossa gatinha não sai de
casa, é vacinada e blablabla, só come ração. Ela só pegaria se estivesse se
alimentando de insetos, lagartixas, aves ou carnes cruas. É muito mais fácil a
gente pegar toxoplasmose através de verduras e legumes mal lavados, fora que eu
teria que estar em contato direto com as fezes dela.
AVES,
AVES AVEEEEES. Agora visualizem o medo:
- minha gatinha
estraçalhou o pássaro que até então estava infectado e passou toxoplasmose pra
ela, que vai passar toxoplasmose pra mim (por telepatia, né, só pode);
- tem um passarinho
morto cas tripas pra fora no meio do tapete do banheiro (não tive coragem de
averiguar);
- NÃO SOBREVIVEREI PRA
CONTAR A HISTORIA, NÃO TENHO FORÇAS.
Até ali
eu já havia fechado a porta do banheiro com o passarinho lá dentro, sem
averiguar se estava vivo, e trancado a gatinha no outro quarto. Enquanto isso,
minha mãe, que mora a uns 5km de mim, veio ‘me salvar’ (não me orgulho disso
gente, não me orgulho).
Nesse meio
tempo o fofo do passarinho piou, cantou, fez o feliz... Minha mãe chegou, pegou
o passarinho (que não estava machucado grazadeus) deu
aguinha pra ele e soltou o bicho na varanda, que voou feliz por ai...
Historia
simples para uma não gravida, mas muitíssimo da cabeluda para uma gestante neurótica.
Deu pra visualizar o nível de loucura da pessoa?
A parte
boa foi que sobrevivemos. Todos nós: A gatinha (que foi fofa, só pegou e não
matou o bichinho), a grávida, a biscoitinha e o passarinho.
Ah, esse
sábado temos a ultra morfológica, com 23 semanas =)
Volto logo
logo pra contar... bejo e não pensem que eu sou maluca