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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

relato de parto - welcome to partolândia

Agora que você já se recuperou do momento bafão do post anterior, vamos, enfim, ao relato de parto mais enrolado e empurrado com a barriga da blogosfera. Prestenção, pegalá as gordices que eu sei que você tem na dispensa e senta que lá vem mais história...

(se você ainda não leu o post anterior, corre lá que eu tô te esperando)


"Dizem que antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada que percorreu, para os cumes, as montanhas, para o longo caminho sinuoso que trilhou através de florestas e povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto, que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. O rio precisa de se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entrar no oceano é que o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas de tornar-se oceano." - Osho


‘Irmã, não nasce na quarta feira não, é dia de futebol na escola. Nasce na quinta porque estou com preguiça de ir à aula de violão.’

E assim aconteceu. Aquela conexão de quem dividiu o mesmo útero. Praticamente um complô.

Dia 14/03, uma terça feira, fui à ultima consulta com a G.O., o resto do tampão já havia saído, eu estava com 1cm de dilatação e estava tudo ótimo com Dona Azeitona. Não poderíamos utilizar remédios indutores, já que eu tinha uma cesárea anterior, e iríamos esperar até 41 semanas para fazer induções naturais. Naquele momento já estava toda trabalhada no medo do trabalho de parto não engrenar. 

No Dia 15/03 à noite, uma quarta feira, com a gravidez nos 45 minutos do segundo tempo e a paciência acabando mais rápido que a bateria do meu celular (e do seu também), notei que estava molhada: êpa, tô vazando. Botei o carefree amigo e mantive um leve foco na paranoia.

Umas 2 horas depois, eu já estava no terceiro carefree e nada daquele cheiro de água sanitária que todo mundo diz ter o liquido amniótico, logo presumi que não era a bolsa: legal, tô com incontinência urinaria. Estava bacana saber do meu grau evolutivo. Pensei em dormir, mas acabei me jogando o google: ´como saber se minha bolsa estourou’ ‘incontinência urinária na gravidez’ ‘liquido amniótico sem cheiro’ ’41 semanas e estou vazando’. Neurose apenas.

As contrações de sempre iam e voltavam... Se o trabalho de parto for todo assim, tô feita. Esse povo fala demais da dor. Que frescura, tranquilinho isso daqui. CUSPI PRA CIMA, lógico. 

Às duas e meia da manhã eu sinto um tsunami de água transparente, inodora e quentinha escorrer pelas minhas pernas. Água, muita água no meu colchão NO-VI-NHO, benza Deus. Acordo o marido com a maior empolgação do mundo: ‘a bolsa estourou, é hoje’, seguido por: ‘ainda bem que não tem mecônio, né, MAGIIIINA como seria limpar essa sujeirada toda’.

Enquanto eu, plena, estava comemorando internamente o inicio do trabalho de parto no estilo programa do Silvio Santos: é ritmo, é ritmo de festa (é pra ler cantando a musiquinha pra dar aquela agregada de valor ao post), marido estava tendo um breve ataque de pelancas.

Graças ao siricutico do marido, imediatamente avisamos pra G.O. e para a enfermeira obstétrica (vamos chamar de E.O.). Meu próximo passo seria avisar quando as contrações estivessem de 5 em 5 minutos. Ok, tenho tempo ainda... 

Lá fui eu fazer a unhas. Pimba, uma contração, pausa no esmalte. Agora sim uma contração decente, bem mais forte e real. Naquele momento eu ainda estava com aquele sentimento de novidade: AI QUE LEGAL ISSO DE TRABALHO DE PARTO HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ.

Volta pro esmalte... E pausa pra contração, e volta pro esmalte, e pausa... Assim se sucedeu por uns 15 minutos, quando o marido, preocupado, liga pra E.O. avisando que as contrações estavam com uma frequência de 3 minutos entre elas. 


Pois é blogosfera, já comecei logo no nível hardcore.

‘Ah, bacana, meu trabalho de parto vai ser rapidinho’ #iludida

Enquanto eu finalizava as unhas (pode julgar, minha gente, pode julgar), E.O. estava a caminho. Quando chegou, as dores já estavam cada vez mais fortes e longas. Junto com ela chegou minha mãe pra buscar meu filho, que estava feliz da vida por não precisar ir à escola aquele dia. Ele não sabia se ficava contente pelo nascimento da irmã ou se ficava assustado com meu comportamento, digamos, que, primitivo. Era aquele mix de desconfiança, medo e felicidade estampado no rosto.

A partir daí eu perdi a noção de tempo. Fiz um coque horroroso no cabelo... Coque não, nó mesmo (que tô tentando tirar até hoje) e fui pro chuveiro, sempre tomando aquele cuidado para as unhas não borrarem. Glorioso. 

(Pausa para o momento fofurômetro: minha gatinha, que estava super antenada com a situação, não saía do meu lado.)

La pras 5 e pouca da manhã (do meu relógio inventado, pq não tinha noção NENHUMA de hora), E.O. foi me examinar: colo já fino e centralizado com um de dilatação. Um. Hum. 1. ONE.

UM, GALERA, UM.

TODA-A-DOR e continuava com UM de dilatação... E eu já me considerava na partolândia há muito tempo. Que ilusão. Naquele momento saquei a pauleira que iria enfrentar: agora fudeu.

Para evitar engarrafamento, marido e E.O. acharam melhor irmos para a maternidade (acabamos optando pela maternidade mais longe de casa). Coloquei um vestido cafona qualquer e fomos. Nesse momento eu ainda tinha alguma dignidade. Digo, alguma, apenas.

Trajeto casa-maternidade: O que falar sobre a experiência de estar em trabalho de parto num transito matutino carioca? Sofrência blogosfera, sofrência seguida de quase morte com requintes de crueldade. Eu berrando, segurando o rebozo e apertando a mão da E.O., que estava lá firme e forte ao meu lado. Culpei o marido por T-O-D-A-S as ruas esburacadas dessa cidade. Tá rachadinho ali no cantinho do asfalto, tá vendo? Culpa do meu marido.

Às 7h da manhã demos entrada no hospital (só sei disso porque estava escrito no partograma), onde minha G.O. já estava esperando, e fui direto para a sala de Parto Natural. Sala bacana, escurinha, chuveiro, banheira, luzes imitando estrelinhas, bem naquele estilo: entra aqui, fique à vontade, pega uns drinks... Coisa fina, só glamour.


Ah a banheira, divina banheira. Devia ter tirado uma foto pra emoldurar e colocar na parede da sala. Como ajudou, passei umas boas horas lá. Era levanta, deita, senta... Tudo pra ver qual a melhor posição para encarar as contrações. E digo amigas, não há. Dói sempre. Aquele papinho de ser tipo pedra nos rins, balela. Não há adverbio de intensidade capaz de descrever a dor física que eu estava sentindo.


Logo eu, que me preparei tanto para um parto tranquilo, cheio de conexão com o meu corpo e de contrações amigas. A dor, que antes era a menor das minhas preocupações, se transformou em personagem principal. Eu estava ali, de mãos dadas com ela, na minha partolândia. Não cheguei nem a ficar brava com as piadinhas inoportunas do meu marido. Aquele meu lado meio controlador e perfeccionista estava lá longe me dando tchauzinho. A solução era se jogar como se não houvesse amanhã.

A cada contração, a sala de parto, até então silenciosa, era contemplada com um maravilhoso ‘AAAAI AAAAI AAAAI’ vocalizado por mim, porque, na hora da dor, meu bem, não dá pra segurar não. E se alguém colocasse alguma música da minha playlist preparada especialmente pro parto, eu arremessava o celular longe. Eu precisava do silencio, e vocalizar me ajudou a passar por todo o processo (e a morrer de vergonha também).

O tempo foi passando e eu nem fui sentindo. Periodicamente G.O., E.O. ou a G.O. assistente vinham verificar os batimentos da bebê.

Continuei na minha banheira amiga. Cheguei a dormir dentro dela e brigar com a contração me acordando: ‘não, não, nãaaao, de novo nãooo, eu estava dormindo, poxa vida’... Todos riram. Menos eu. Eu tava puta, tava dormindo, poxa.

Ali minha dignidade já estava no fundo da poça de cuspe que eu dei pra cima. Eu parecia mais uma sobrevivente de um apocalipse zumbi. E pra piorar meu cabelo decidiu me sacanear... Estava semi molhado, coque caindo, cheio de frizz.  Eu já estava sem top, toda nua, zero pudor. Tudo muito glorioso. E primitivo. E nada, nada de sanidade mental.


Lembro que foram feitos 3 toques ao longo do meu trabalho de parto (com 1, 7 e 10cm). Acredito que o momento em que estava com 7cm de dilatação, foi quando a dor chegou ao seu  apogeu. E lá se manteve. Caminhei no vale das sombras da morte. E temi pra cacete.

Com 10cm de dilatação eu não tinha mais forças nem pra mudar de posição. Não por ter uma dor com intensidade aumentada, mas por já estar muito, muito esgotada. Acabei optando pela banqueta de parto. Eu sentadinha lá, acocorada, meu marido atrás de mim me segurando. E assim demos início ao tão temido por mim período expulsivo.

Nessa hora eu pedi ajuda. Eu não aguentava mais, se existe algum limite de exaustão física, eu estava nele. Cheguei a pedir buscopan, vai que, né?!

‘Você esperou chegar a 10cm de dilatação pra pedir anestesia? Fez charme, pois sabia que não poderia mais tomar.’

É, acho que foi charme. Era só pra dar o recado: tá doendo, tá?! Tô sofrida.

A equipe, sempre tão doce, me deu forças para continuar:

’sua bebê já está chegando, só falta nascer. Ela precisa de você.’


E ali você, já tão desgastada, retira forças (não sei de onde) pra continuar. É, eu estava parindo minha gente.
‘Faz força quando sentir vontade’

Que vontade, minha gente? Foi então que naquele momento eu senti uma pressão interna tão forte que não sabia nem se era o tal momento de fazer força, mas fiz. Força, muita força, uma força que nem eu sabia que seria capaz de fazer... Enquanto eu fazia força, meu marido atrás de mim, me segurando, fazia força junto apertando levemente os meus braços. Aquele papo de força amiga sabe, vai que nasce mais rápido, né?!

 Agora visualizem o dilema: pra abrir pote de azeitona preciso da ajuda do marido, mas pra parir tô de boa. Ok, vida que segue.

A pressão era tanta que eu nem estava sentindo mais a hora que acabava e começava a contração: ‘quedê o espaço entre elass? QUEDÊ??? TÔ DE ALTOS’. Fazer força me tirava a dor. Fazer força era bom. Eu só queria ter minha filha nos braços e acabar logo com tudo.

E naquele momento tão especial me lembrei do medo de fazer cocô no parto. Tanta coisa linda pra focar, e minha mente trolladora me fazendo pensar em fazer força pra frente (alô, dignidade?).

O expulsivo durou tipo uns 754 anos apenas. Pra aumentar um pouquinho o nível de dificuldade, D. Azeitona estava com dorso à direita e precisava rotacionar um pouco mais para nascer, aumentando assim o tempo do período expulsivo. Era a vida me testando.

Pra completar, comecei a sentir a tal ardência. Eu disse ardência? Que pessoa modesta. O que chamam de Círculo de fogo, eu chamo de labareda do inferno versão vagina. Oh God, como ardeu!


Toda aquele papo de pessoa empoderada que vai fazer e acontecer no parto, sentir a cabecinha do bebê saindo, dançar e sorrir como uma deusa, caiu por terra. Eu já estava aflita. Que tanto de força eterna é essa que eu tô fazendo e minha bebê não nasce?

‘porque minha bebe não esta nascendo? Mimimi Why God, Why? Mimimi’

‘sua bebe esta nascendo, quer sentir a cabecinha?’

‘NÃO’

Oi? Como assim eu disse NÃO, blogosfera? Passei quase 41 semanas jurando pela nossa senhora protetora dos blogs que eu fazia questão de sentir minha filha saindo de mim e na hora nem tchum??? Pode isso?

E pra piorar, das poucas vezes que olhei pra baixo, via um mar de sangue e gosma que só me faziam pensar que meu útero estava rasgando #drama

Em meio ao caos, eu foquei.

E então, com 40 semanas e 6 dias de gestação, em um ensolarado 16 de março, ao 12:38, ela veio. Eu, acocorada na banqueta, com meu marido por trás me segurando, senti cada partezinha da minha filha saindo de dentro de mim. Escutei o chorinho dela antes mesmo de ver seu rostinho. E peguei aquele serumaninho que gestei com tanto amor. E me emocionei com toda a força. E conjuguei o verbo no infinito. E ali eu, então rio, tornei-me oceano, novamente.


Olivia nasceu com 51cm e 3,905kg e teve apgar 9/10.
Foram 10 horas intensas de trabalho de parto.
Meu parto foi natural, sem qualquer tipo de intervenção.
Eu tive uma pequena laceração e levei ponto.
Parir dói (e muito), mas tem poesia. Faria tudo novamente.
(Ah, eu não fiz cocô no parto rs)


sábado, 25 de março de 2017

o verbo no infinito


"E viver esse amor até morrer 
E ir conjugar o verbo no infinito..."

Dia 16/03 às 12:38 nasceu nossa amada biscoitinha, com 3.900kg e 51cm de pura gostosura, num lindo e intenso parto natural após 10 horas de trabalho de parto.

Deem as boas vindas a mais nova pisciana com ascendente em gêmeos e lua em escorpião (olha elaaaaa, a bff dos astros).


Por enquanto estamos aqui vivendo nossa exterogestação: muito colinho, amamentação por livre demanda, entre uma virada de noite e outra, umas fraldas que vazam (transição de tamanhos - RN pequena e XP ainda larguinha) e algumas golfadas.

Vou me atualizar das fofocas blogosféricas aos poucos. Volto em breve com o relato de parto =)

quarta-feira, 15 de março de 2017

cada vez mais grávida

"E vou parir 
Sobre a cidade 
Quando a noite contrair 
E quando o sol dilatar 
Dar à luz"

Essa minha vida gravídica não está nada fácil. Semana passada uma gripe me pegou desprevenida, lá fiquei eu no chazinho de mel, limão e gengibre. Estou até agora com o nariz entupido e espirrando. Pra completar me bateu uma deprê que ninguém merece. É uma sensação de impotência terrível, de não poder fazer nada para contornar a situação.

Na madrugada de quinta pra sexta senti cólica. Bastante cólica. Seguidas de contrações de treinamento. É agora! Opa, não, não é agora, mas algo aconteceu. Comecei a sentir uma pressão giga lá nas partes baixas (êta maravilha). Só conseguia falar: minha perereca vai explodir, minha pereca vai explodir.

Sexta, com exatamente 40 semanas, lá fui eu pra mais um perfil biofísico fetal. Tudo glamouroso. Biscotinha já estava super lá embaixo (imaginei que a dor toda fosse ela encaixando). A médica foi fofa e me deu uma estimativa de peso e comprimento (3690kg e 53cm – achei esses centímetros todos meio desproporcionais, mas temos a margem de erro, então varia entre 51 e 53cm).

No fim de semana fui perdendo o tampão lentamente. Cada dia um pouco mais: horas branco, oras amarelado... Até que segunda o tampão saiu rosado, na terça com sangue e hoje vinho (era tanto que parecia uma água viva). Praticamente um arco-íris de tampão.

Como me preparei toda para receber a bebéia o mais rápido possível, fiz a depilação antes do carnaval, até pq ninguém imaginava essa gravidez eterna.

Essa terça tive consulta com G.O. Maravilha, que me examinou. Eu lá morrendo de vergonha toda aberta com os pelinhos nascendo tudo meio errado sabe. Visualizaram? Agora acrescentem meia dúzia de bolinhas vermelhas conhecidas como foliculite. É ou não é a visão do inferno?!

Passado esse vexame, tive minhas notícias: biscoitinha encaixou mesmo, toda linda; estou com 1cm de dilatação (toda a dor pra 1cm, ok tamojunto útero), colo 50% apagado (vale lembrar que ele já estava apagando quando eu perdi o tampão nas 34 semanas). Me senti progredindo a passos de formiga (e sem vontade).

Hoje tenho outro exame de perfil biofísico. Quinta tenho acupuntura com a minha querida enfermeira obstétrica.  

Está difícil pra caramba. Porém, cá estou eu respeitando o tempo do meu corpo e da minha filha. Nunca quis chegar nas 41 semanas (estou com 40+5), me frustrei muito por um trabalho de parto que ainda não aconteceu. Mas foi o que o universo trollador me proporcionou, cabe a mim escolher interromper ou dançar conforme a música. A decisão é muito pessoal. Maternidade é isso, ser flexível.

Além de ter que controlar minha ansiedade, tenho que me manter tranquila para as pessoas. Não, eu não estou tranquila, mas me mostrar nervosa só pioraria a situação. Tô toda trabalhada na falsidade. Se eu ganhasse 1 real para cada palpite que recebo, estaria divando maravilinda em Bora Bora.
Ela vai vir quando quiser, eu vou esperar até quando for possível. Eu não peço pra ela nascer, eu apenas digo que estou pronta pra recebê-la. Quando a gente segue um caminho ‘diferente’ do que as pessoas estão acostumadas (digo parto normal/natural), ou a gente tem culhões pra bancar nossas escolhas, ou a gente é levado pela maré. Hoje, entre um surto e outro, a única coisa que eu peço é força. E coragem. Torçam por nós =)

sexta-feira, 3 de março de 2017

aos trancos e barrancos


E o Oscar de Falsiane do ano vai para mim, claro, que prometi assuntar o carnaval todim e nem vim aqui dar sinal de vida! Sem perdão, eu sei!

Biscoitinha pelo visto é trolladora nível hard. Quis nascer antes, não rolou, agora não quer mais sair do bem bom não... O mais chato disso tudo é driblar as pessoas! Eu estava de repouso pra evitar um parto prematuro e agora tô aqui com 39 semanas... Esse tampão deve ter se regenerado a base de concreto, só pode!

Dia 05/03, as 8h33m a lua muda (sim gente, lua muda de manhã também) e é justamente a lua da minha concepção e a melhor pro parto: a Lua Crescente! Tô levando uns papos aqui com a inquilina pra ver se ela decide cooperar com nossa amiga lua! Vai que, né... Tô zero afim de recorrer a uma ordem de despejo, daqui a pouco a inquilina tá pior que Seu Madruga! 


Vou botar aqui um link pra quem se interessar na influência da lua no parto: https://www.trocandofraldas.com.br/mudanca-de-lua-e-sua-influencia-para-o-parto/

Mas afinal, o que teve essa semana? 

Teve carnagrávida. Causei no bloquim fantasiada de Beyoncé Tabajara, fingi estar ali na maior disposição, mas só fingi mesmo, pq tô aqui mais carniça do que carne... Aproveitei também pra curtir uma piscininha (que ajuda a aliviar o peso da barriga, viu), fiz até mercado!

Blogosfera, vocês não tem noção da felicidade que reinou em mim quando entrei no mercado... Não ia desde janeiro!!! Era tudo feito pelo marido por conta do repouso... Olha eu valorizando as coisas simples da vida. Óbvio que minha disposição acabou nos primeiros 20 minutos. A parte engraçada é que até a moça do caixa reparou o quanto meu bebê mexia: nossa, mexe demais, aposto que é menino.

E ai eu aprendi que pelo visto, além da cor azul, ser agitado também é coisa de pinto. Ah, nós mulheres, sempre tão doces e delicadas, sóquenão.

Ontem tive consulta com a fofa da enfermeira obstetra, que faz parte da equipe do meu parto! Foi a primeira consulta em que fui sozinha, sem o marido, e isso foi ótimo... Falamos sobre o parto, períneo, sexualidade... Tirei duvidas! Já hoje fiz o exame de perfil biofísico fetal com ultra e cardiotocografia. Tudo ótimo: liquido amniótico ok, placenta grau 2, bebéia na mesma posição de sempre (cefálica com dorso à direita) e ainda não está encaixada. Saí do exame com a sensação de que essa gravidez ainda vai se prolongar... Oh God, será que terei forças?

A parte boa disso tudo é que Biscoitinha já é considerada um bebê ‘a termo’ (ou full term). Um bebê está pronto pra vir ao mundo a partir de 37 semanas (quando não é mais considerado prematuro) até a semana 42+6. Cada um com o desenvolvimento no seu ritmo. Uns estão prontos antes, outros demoram mais um pouco... Por isso é tão importante não agendar um parto antes das 39 semanas quando a gravidez é saudável. Fiz aqui um esqueminha meia boca pra explicar melhor.


Agora vamos parar de fofoquinha e vamos falar de coisa de moça empoderada:

As fases da gravidez

Trago aqui umas imagens das modificações que acontecem no corpo feminino durante a gestação (peguei no http://www.childbirthconnection.org/healthy-pregnancy/your-body-throughout-pregnancy.html) e relatos do que eu vivi nessas 3 fases mágicas.


Primeiro trimestre - a semente:  traz com ela a alegria do positivo; os enjoos; o sono; as cólicas; o desespero de parecer um zumbi se arrastando pela rua; a fadiga; os hormônios da bipolaridade; o medo de algo não dar certo. Essa fase é muito 8 ou 80: viver a alegria da descoberta e junto com ela os sintomas pra lá de trolladores. 


Segundo trimestre - o caule: a fase vip, MA- RA-VI-LHO-SA; a barriga aparece; o bebê mexe; a gente fica linda; os hormônios dão aquela estabilizada; a gente está com a maior disposição do mundo; vem o enxoval; as pessoas participam mais acompanhando o crescimento da barriga; a gente se empodera mais e mais sobre parto + puerpério + amamentação (sem ter medinho pq a gente sabe que ainda falta pro bebê chegar, e medo ainda é um problema pra nós do futuro resolvermos). Não da pra reclamar dessa fase... 

Terceiro trimestere - a flor: êta fase difícil ein... tudo dói, TUDO: costela, costas, virilha, fisgadas na bexiga e na barriga; nosso amado xixi está ai amigo pra todas as horas (e as vezes parece meio descontrolado); cansaço; inchaço; falta de posição até pra dormir; as pessoas se metendo num nível estratosférico... Mesmo com tudo isso, eu amo essa fase! A barriga tá gigantona, o bebe está quase chegando e interage sempre, reconhece voz... É bom, a expectativa é gostosa.

E começa junto com ela o medinho pro parto. Gente, medo é normal, anormal é não ter medo. É aquele medo com plus de friozinho na barriga. Será que vai dar certo? É o medo de uma dor que vale a pena ser sentida! Uma dor do bem... Uma dor que tem mestrado e doutorado, sabe o porquê e o para que! Temos duas opções: nos aliar a dor ou fazer dela uma inimiga. A primeira opção parece ser menos pior, não é mesmo? Então a gente vai, e se der medo, a gente vai com medo mesmo (olha eu toda trabalhada em frase clichê). É por uma boa causa =]

Assuntei pra caramba hoje... Um super beijo pra quem conseguiu chegar até aqui! Seguimos com o combinado, venho pra avisar: trabalho de parto. Foca na lua gente, foca na lua =D


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

eu vi a mulher preparando outra pessoa...

... O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga


E vitória! Chegamos hoje nas 36 semanas =)

Durante a semana 35 tivemos consulta e ultra.

Biscoitinha tá grande grande... 49 cm e 2960 kg de pura bochecha! Agora o crescimento fetal é um pouco mais lento, o tamanho no nascimento depende de quanto tempo a mais ela ficar no forninho. Placenta continua grau 1, líquido amniótico normal. Preparem para o aumento do fofurometro...


Na consulta, GO maravilha me examinou pra colher o exame de Estrepto B (que deu negativo). Perguntei pra ela na hora se teria como ver se eu estava com dilatação. A resposta foi boa: nadica dilatada ebaaa! Porém meu colo já está curto/ raso/ apagado... E provavelmente por isso que perdi o tampão (G.O. disse que ainda tem mais tampão pra sair). Bebéia está apoiada com a cabecinha no colo do útero, mas não está totalmente encaixada. Estou de repouso até completar 37 semanas. Estamos naquela contagem: cada dia com bebê na barriga é uma vitória! Peguei essa foto aqui da internet pra explicar melhor o que eu estou falando.
Biscoitinha continua espoletando bastante por aqui... Gravei um videozinho pra vocês, visualizem o nível de agitação desse pequeno ser:

 

Mês passado, com 32 semanas, fizemos o ensaio de gestante aqui no Rio de Janeiro. Procuramos um fotógrafo que fizesse também Newborn (ela vem em casa caso o cliente deseje). Amamos o resultado (quem for daqui e quiser eu indico por email, ela é ótima).  Como a coisa aqui é anônima, não dá pra postar, mas troquei a foto do perfil do blog para uma do ensaio em que só aparece minha silhueta no nascer do sol. Madrugamos mas compensou =)

Volto semana que vem com notícias... Caso senhorita biscoito decida dar o ar da graça antes, venho nem que seja pra dizer: trabalho de parto!

bêjo

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

cadê o tampão?

Era para esse próximo post ser tooodo sobre o enxoval, mas, como o universo é muito trollador, tive que adiar esse assunto pra trazer novidades cabulosas. 
Pra minha surpresa, nessa segunda feira, em uma ida despretensiosa ao banheiro (coisa que mais tenho feito na vida, haja xixi), saiu algo gosmento e grosso, super estranho. Oh God, o que será?

Tirei uma foto (que está logo ali embaixo - desculpem a nojeira), comparei com várias outras que vi no amigo Google. Era sim o que eu tanto temia: perdi meu tampão mucoso.

Mandei mensagem para a G.O., que pediu a foto e afirmou ser sim o tampão. Tensão no ar. Perda de tampão com 34 semanas, não pode ser um bom sinal.

Afinal, o que é tampão mucoso?
Tampão mucoso, ou Rolha de Schroeder, nada mais é do que um muco bem espesso (tipo um catarro grosso, geleca) que fecha e protege a entrada do colo do útero de infecções. Pode ser amarelado (meu caso) ou ter vestígios de sangue, podendo até chegar a coloração marrom.

O tampão costuma sair quando o corpo começa a se preparar para o trabalho de parto. Podem demorar semanas até que o TP comece ou apenas algumas horas. Tem vezes que ele sai de pouquinho em pouquinho e a gestante acaba nem percebendo.

Neurose se instaurou. G.O. pediu repouso, repouso meeeesmo. Visualizem a cena: eu, que sou ligada no 220v, tendo que ficar quietinha em casa? Isso não é de Deus.

Contamos para algumas poucas pessoas sobre meu fatídico estado. Claaaaro que ninguém levou fé sobre o fato da bebéia permanecer em meu útero até o carnaval. Quanto mais as pessoas falam isso, mais me dá vontade de conseguir manter essa gravidez até março. Sabe quando você sente que vai dar tudo certo e não liga para o que os outros falam? Sou eu agora.
Fui atrás de fóruns, tanto brasileiros quanto do mundo afora. Tampão mucoso recebe o nome de Mucus Plug em inglês. Li por lá que o tampão em alguns casos pode vir a se regenerar, principalmente se anteceder bastante a DPP. Olha só que notícia boa?!

Amanhã tenho consulta com a enfermeira obstetra que vai acompanhar meu parto (inclusive no dia do nascimento ela vem em casa acompanhar as contrações e dizer o momento certinho de ir para o hospital). Semana que vem tenho a última ultra e outra consulta com a G.O. maravilha. Vou conversar direitinho sobre o tema com ela e volto pra manter vocês informadas. Antes disso vai ter post de enxoval, vou começar falando sobre a escolha do carrinho, ou melhor, o dilema do carrinho.

beeejo