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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Mais fora do que dentro

E ai, blogosfera, onde irão passar o réveillon?

Ops, não, pera... Quase carnaval 2018 e a pessoa aqui nem teve a decência de vir desejar um bom ano novo. Toca aí a música da Simone de novo só pra entrar no clima.


Por aqui hoje estamos completando 10 meses de tagarelice/fofurice/gostosurice e uns ices a mais.  Finalmente Dona Azeitona está mais tempo fora da barriga do que dentro. Esse pequeno ser já fala praticamente um dicionário:

Mamain/ Papai /Kiq (apelido do irmão – Riq de Henrique) - por sinal preciso escrever sobre esse amor fraternal /Gáki – gato / Ux – luz/ Caiu (no sentido de cair e no sentido de ir embora – cadê o papai? Caiu)/ Carim – carinho/ Ai ai ai (pro gato, quando faz besteira – disciplina positiva pra que, né?)/ Mamá – peitinhos né minha gente


Agora vamos para a parte: como a vida anda tratando vocês?

Aqui, trollação sempre. Pra sempre. 

Tivemos aquele sustinho básico pra começar o ano com o pé direito, né não?

Rebobina minha filha porque não tô entendendo nadaaaa. Ora pois, vejamos:

Por aqui ainda não tive a visita de Miss Red. Foram pouco mais de 40 dias de lóquios (sangramento pós-parto) e depois, nem tchum.

Seguimos em livre demanda e doando leite. Oli faz questão de mamar quase como um RN. Ôpa, tem peitinho free? Tô mamando. É na praia, na barraquinha de comida vegana, na sinagoga, na rua, na chuva, na fazenda, na casinha de sapê... O rio de janeiro inteiro já viu meus mamilos por aí (nem ligo para os comentários inoportunos de pessoas que não pagam minhas contas, mas que adoram se meter na minha vida).

Voltando: nada de miss red. Apenas cólicas. Seguidas de enjoos. Seguidos de dores de cabeça. Seguidos de camisinhas fora da validade (ou o não uso delas só pra dar aquela adrenalina na vida). Seguidas de paranoia.

Não que minha vida sexual esteja tão animada assim (quem dera colegagem, quem dera...), mas vai que, né?!

Sem mais delongas: fiz o teste, deu negativo. Descobri que meus enjoos eram efeito colateral de um suplemento de cálcio que eu estava tomando. Parei, melhorei. Ô Glória.

Ah poxa o terceirinho tem que vir seguido de gráfico de temperatura basal, analise de muco, contagem regressiva, mudança de continente...


Isso ai já é assunto para outros posts. Hoje vim aqui rapidim só encher linguiça. Volto em breve com um post sobre criação com apego, tá quase pronto, já escrevi 3 linhas e meia.


terça-feira, 3 de outubro de 2017

tô voltando

“Enche a casa de flor
Que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor
Vai pegando uma cor
Que eu tô voltando”

6 meses e meio de uma bebê levada que já fala papai (ó céus), já come frutinha e já deixa mamain de cabelo em pé #glorioso

4 meses e uns quebrados de um silêncio absoluto nesse blog. Quase natal nas redjes sociais e eu aqui, perdida no tempo.

Um relato de parto pronto e esquecido, pegando mofo no fundim de um caderno na mesinha de cabeceira.

Uma falta de vergonha na cara.

Um bafão que eu preciso contar.

E aquela vontade ENORME de voltar.

Troco foto de bebê azeitona por perdão pelo sumiço.



Pode se preparar porque eu tô voltando ;)

terça-feira, 25 de abril de 2017

mas que raios eu estou fazendo de errado?

Pois é blogosfera, já é quase natal na Leader Magazine e esse relato de parto ainda não saiu. 

Primeiramente, desculpem o melodrama dos últimos posts... Eu tava ó, sensível pra caramba! O maior mimimi do universo por conta de 1 semaninha de atraso. Vê se pode?! Meu babyblues foi antes do bebê pelo visto...

Segundamente, desculpem a demora. Biscoitinha dorme super pouco, e sempre no colinho da mamãe (ela está dormindo no sling nesse momento - vamos glorificar de pé);

Terceiramente, desc... O bebe acordou, já volto.

3 DIAS DEPOIS...
E assim se resume a minha vida.

Era pra eu vir aqui hoje com meu relato de parto prontinho, mas a coisa toda tá andando em marcha lenta. Cada vez que venho aqui escrevo um pouquinho... E o post já está mais retalhado que roupa de festa junina. Assim não dá.

Eu já não fazia ideia do que eu estava escrevendo. Sabe como é né, o relato de parto tem que ser um post digno de relato de parto. Tenho que dar um gás aqui. Ele vem antes que Dona Azeitona tire a carteira de motorista, prometo.

Por aqui estamos bem. Uns probleminhas de família relacionados a saúde, mas bem. Amamentação tá linda, vou escrever muito por aqui sobre isso. Estamos vivendo um puerpério cheio de aconchego e colinho.

Dona Azeitona é super fofa, aprendeu a rir, adora bater papo, está uma gorducha, com bochechas que mais precisam de um guindaste para serem levantadas (pessoal do snapchat tá de prova). E eu, como sempre, super humilde sóquenão (é que não dá pra falar da cria sem aquele brilho nos olhos, sabe)?!
tipo essa bochecha ai, só que maior
Ela só fica no meu colo. SÓ. O resto do povo tem espinhos nos braços. O carrinho também. Graças ao sling eu consigo fazer xixi (com ela junto, claro), meus banhos são cronometrados, e quase sempre com chorinho de bebê como trilha sonora. Unhas nunca mais. Tô o bagaço da laranja, mas tô maternando feliz, isso que importa. Eu AMO minha filha coladinha comigo. Por aqui rola cama compartilhada também. Dá pra perceber que essa menina é a rainha da exterogestação, néeeeam. Tô literalmente vivendo o quarto trimestre de gravidez.

Por sinal, tô sendo mega criticada por dar muito colo pra minha filha, dizem que estou estragando a criança. Desde quando excesso de atenção e carinho estraga alguém?! Pelo q eu saiba, só o contrário causa danos. E minha coluna vai bem, obrigada.

Sobre o sono, as madrugadas são ótimas, só acordamos pra mamar e voltamos a dormir. Durante o dia é um olho que não fecha. Cheguei a fazer, a pedido do pediatra - quem já viu o filme “Renascimento do Parto”?! Pois é, ele está lá, G.O. Maravilha também - o diário do sono e descobri que essa menina não dorme mais que 13 horas por dia, sendo em média, 11!!!! Isso contando as sonecas de passarinho de 20 minutinhos. O ideal para um RN são 16 a 18 horas diárias de sono. Ok, ela dorme pouco, mas e daí?!

E daí que rola o efeito vulcão. Vai chegando ao final do dia, lá pras 18h, e ela chora, chora, chora... Só quer a mamãe e o mama da mamãe, mesmo assim chora. Rola banho de ofurô, shantala, passeio de carro, paciência de Jó... Ela pára, mas em breve volta tudo de novo. Um ciclo sem fim.
ela
eu
 Eu leio e releio todos aqueles textos maravilhosos do pediatra espanhol Carlos González (pois é, depois da gravidez, trocamos o Michel Odent pelo González) e fico me perguntando:

Que merda eu estou fazendo de errado? Porque meu bebê chora?

E encontrei cavucando o amigo google esse site aqui (tá em inglês, e tempo pra traduzir prazamiga não tá rolando): http://purplecrying.info/what-is-the-period-of-purple-crying.php

Então tá, vamos de Purple time! A única coisa que nunca, nunquinha vou fazer, é deixar meu bebê chorando por algum espaço de tempo sem consolo ou sozinho.


Ps. Esse post foi escrito super rápido durante uma sonequinha de 50 minutos no sling. Oremos por alguma coerência em minhas palavras. 

sábado, 25 de março de 2017

o verbo no infinito


"E viver esse amor até morrer 
E ir conjugar o verbo no infinito..."

Dia 16/03 às 12:38 nasceu nossa amada biscoitinha, com 3.900kg e 51cm de pura gostosura, num lindo e intenso parto natural após 10 horas de trabalho de parto.

Deem as boas vindas a mais nova pisciana com ascendente em gêmeos e lua em escorpião (olha elaaaaa, a bff dos astros).


Por enquanto estamos aqui vivendo nossa exterogestação: muito colinho, amamentação por livre demanda, entre uma virada de noite e outra, umas fraldas que vazam (transição de tamanhos - RN pequena e XP ainda larguinha) e algumas golfadas.

Vou me atualizar das fofocas blogosféricas aos poucos. Volto em breve com o relato de parto =)