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quarta-feira, 31 de maio de 2017

aquela coisa chamada puerpério

“Eu voltei agora pra ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei
Eu voltei”

Voltei rapidamente enquanto Dona Azeitona está de boas tirando uma sonequinha na cadeira milagrosa que ela ganhou. Cá estou eu comendo uma gordura trans e digitando o mais rápido possível pra tentar tirar a poeira que se instalou por aqui...

Mentira, vim na base do desespero mesmo só porque lembrei que no mês de maio não houve nenhuma postagem.

Hoje fomos ao pediatra e adivinhem o que teve? Isso mesmo, um super chororô nível barraco de novela mexicana: 2 meses e meio, 60cm e 6kg de puro cosplay de Maria do Bairro. Vocês leram direito? DOIS MESES E MEIO nessa vida de meu deus...  Já estou cultivando a tristeza por esse tempo sacana estar passando rápido demais. Vê se pode, minha exterogestação já está em vias de acabar...

Agora vamos para o resumo dos últimos capítulos:

1-      Dona Azeitona é a rainha da pele sensível. Já viram minha pequena problemática com as fraldas descartáveis, né... Vira e mexe rola uma senhora assadura com pós graduação por aqui. Começamos a entrar na Era das fraldas de pano modernas e ecológicas. Que amor. Confesso que é mais fácil do que imaginei. Estamos intercalando entre a fralda de pano e as descartáveis. Pra dormir: pano (muito mais confortável), pra sair: descartável (pela praticidade – não vale julgar a coleguinha). Nos momentos em que ela costuma fazer mais cocô, por ser muito líquido ainda, rola a descartável. Vou fazer um super post sobre isso quando ficar craque no assunto;

2-      A amamentação segue firme e forte por aqui. Aproveitei pra doar leite. Estamos doando para o Instituto Fernandes Figueira e é super prático: tiro leite com a bombinha 1 vez ao dia pela manhã, que é quando meus peitos estão mais cheios, e vou congelando nos potinhos. Uma vez por semana eles recolhem o leite e trazem novos potes pra armazenagem. É muito gratificante saber que o alimento que eu produzo pra minha Azeitoninha alimenta também outras crianças que precisam (prematuros) =)

Uma breve pausa enquanto sambo de leve na cara da sociedade: as pessoas dizem que sou magrinha e meus peitos pequenos, não acreditam que minha filha só se alimenta do meu leite e ainda consigo doar. Tá vendo society, como não dá pra julgar o livro pela capa...

3-      Pensei muito sobre como continuar com o blog. É realmente complicado manter um ritmo de postagem com uma bebê que não sai do colinho. Agora que a pequena está dormindo um pouquinhozinho melhor, vou conseguir aparecer mais. Pensei em criar um instagram como complemento do blog... Quem aqui faz isso?


Prometo que atualizarei esse cantinho quinzenalmente! Ah, e o próximo post será sobre o relato de parto, e agora é sério =)


terça-feira, 25 de abril de 2017

mas que raios eu estou fazendo de errado?

Pois é blogosfera, já é quase natal na Leader Magazine e esse relato de parto ainda não saiu. 

Primeiramente, desculpem o melodrama dos últimos posts... Eu tava ó, sensível pra caramba! O maior mimimi do universo por conta de 1 semaninha de atraso. Vê se pode?! Meu babyblues foi antes do bebê pelo visto...

Segundamente, desculpem a demora. Biscoitinha dorme super pouco, e sempre no colinho da mamãe (ela está dormindo no sling nesse momento - vamos glorificar de pé);

Terceiramente, desc... O bebe acordou, já volto.

3 DIAS DEPOIS...
E assim se resume a minha vida.

Era pra eu vir aqui hoje com meu relato de parto prontinho, mas a coisa toda tá andando em marcha lenta. Cada vez que venho aqui escrevo um pouquinho... E o post já está mais retalhado que roupa de festa junina. Assim não dá.

Eu já não fazia ideia do que eu estava escrevendo. Sabe como é né, o relato de parto tem que ser um post digno de relato de parto. Tenho que dar um gás aqui. Ele vem antes que Dona Azeitona tire a carteira de motorista, prometo.

Por aqui estamos bem. Uns probleminhas de família relacionados a saúde, mas bem. Amamentação tá linda, vou escrever muito por aqui sobre isso. Estamos vivendo um puerpério cheio de aconchego e colinho.

Dona Azeitona é super fofa, aprendeu a rir, adora bater papo, está uma gorducha, com bochechas que mais precisam de um guindaste para serem levantadas (pessoal do snapchat tá de prova). E eu, como sempre, super humilde sóquenão (é que não dá pra falar da cria sem aquele brilho nos olhos, sabe)?!
tipo essa bochecha ai, só que maior
Ela só fica no meu colo. SÓ. O resto do povo tem espinhos nos braços. O carrinho também. Graças ao sling eu consigo fazer xixi (com ela junto, claro), meus banhos são cronometrados, e quase sempre com chorinho de bebê como trilha sonora. Unhas nunca mais. Tô o bagaço da laranja, mas tô maternando feliz, isso que importa. Eu AMO minha filha coladinha comigo. Por aqui rola cama compartilhada também. Dá pra perceber que essa menina é a rainha da exterogestação, néeeeam. Tô literalmente vivendo o quarto trimestre de gravidez.

Por sinal, tô sendo mega criticada por dar muito colo pra minha filha, dizem que estou estragando a criança. Desde quando excesso de atenção e carinho estraga alguém?! Pelo q eu saiba, só o contrário causa danos. E minha coluna vai bem, obrigada.

Sobre o sono, as madrugadas são ótimas, só acordamos pra mamar e voltamos a dormir. Durante o dia é um olho que não fecha. Cheguei a fazer, a pedido do pediatra - quem já viu o filme “Renascimento do Parto”?! Pois é, ele está lá, G.O. Maravilha também - o diário do sono e descobri que essa menina não dorme mais que 13 horas por dia, sendo em média, 11!!!! Isso contando as sonecas de passarinho de 20 minutinhos. O ideal para um RN são 16 a 18 horas diárias de sono. Ok, ela dorme pouco, mas e daí?!

E daí que rola o efeito vulcão. Vai chegando ao final do dia, lá pras 18h, e ela chora, chora, chora... Só quer a mamãe e o mama da mamãe, mesmo assim chora. Rola banho de ofurô, shantala, passeio de carro, paciência de Jó... Ela pára, mas em breve volta tudo de novo. Um ciclo sem fim.
ela
eu
 Eu leio e releio todos aqueles textos maravilhosos do pediatra espanhol Carlos González (pois é, depois da gravidez, trocamos o Michel Odent pelo González) e fico me perguntando:

Que merda eu estou fazendo de errado? Porque meu bebê chora?

E encontrei cavucando o amigo google esse site aqui (tá em inglês, e tempo pra traduzir prazamiga não tá rolando): http://purplecrying.info/what-is-the-period-of-purple-crying.php

Então tá, vamos de Purple time! A única coisa que nunca, nunquinha vou fazer, é deixar meu bebê chorando por algum espaço de tempo sem consolo ou sozinho.


Ps. Esse post foi escrito super rápido durante uma sonequinha de 50 minutos no sling. Oremos por alguma coerência em minhas palavras. 

sábado, 25 de março de 2017

o verbo no infinito


"E viver esse amor até morrer 
E ir conjugar o verbo no infinito..."

Dia 16/03 às 12:38 nasceu nossa amada biscoitinha, com 3.900kg e 51cm de pura gostosura, num lindo e intenso parto natural após 10 horas de trabalho de parto.

Deem as boas vindas a mais nova pisciana com ascendente em gêmeos e lua em escorpião (olha elaaaaa, a bff dos astros).


Por enquanto estamos aqui vivendo nossa exterogestação: muito colinho, amamentação por livre demanda, entre uma virada de noite e outra, umas fraldas que vazam (transição de tamanhos - RN pequena e XP ainda larguinha) e algumas golfadas.

Vou me atualizar das fofocas blogosféricas aos poucos. Volto em breve com o relato de parto =)